Este vídeo do AtomCentral mostra o que acontece quando um buraco abaixo da superfície é formado por uma explosão nuclear subterrânea.

Crateras de subsidência se formam quando uma explosão nuclear subterrânea cria um buraco debaixo do chão. A terra entra em colapso porque não há nada fornecendo apoio, fazendo surgir uma cratera gigante. É estranho de ver porque o solo parece derreter.

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Neste documento, o Departamento de Energia dos EUA explica que o principal objetivo de um teste subterrâneo é obter mais detalhes sobre o desempenho de armas nucleares. Esses testes costumam ser feitos no deserto de Nevada.

Primeiro, é usada uma sonda que canaliza água e compostos de perfuração para abrir um buraco subterrâneo a uma profundidade entre 180 m e 800 m.

Após uma análise geológica, o buraco é preenchido com materiais que impedem a radiação de escapar durante ou após o experimento. Esses materiais podem ser “areia, gesso, argamassa, alcatrão frio ou epóxi”, diz o departamento.

Então, a bomba é levada para o buraco através de cabos. Monitores de radiação são ativados, e aeronaves com rastreamento são preparadas para voo no caso de gás e detritos vazarem para a superfície.

A bomba é detonada e, após garantir que os produtos radiológicos do teste foram contidos, uma equipe é despachada para o local, a fim de coletar dados. É criada uma zona de exclusão onde houver perigo potencial de formação de crateras.

cratera nuclear

Carey Sublette, que mantém o site Nuclear Weapon Archive, fornece detalhes adicionais sobre o processo:

Se o explosivo nuclear estiver enterrado, forma-se uma cratera profunda e mais volumosa. Isto é devido a dois efeitos: o confinamento do solo na parte de cima faz com que mais energia seja dirigida para baixo, aumentando o processo de compactação, e ao mesmo tempo o solo confinante é soprado para cima e para fora pelo gás em expansão, e a maior parte cai a alguma distância da cratera…

Uma vez que se forma uma cavidade, ela normalmente sofre um colapso ao longo de minutos ou horas para chegar ao seu estado final de repouso. O colapso do teto faz uma chaminé vertical se formar. O colapso termina quando a chaminé estiver cheia do entulho solto que suporta o teto; ou quando a chaminé atingir a superfície e formar uma cratera de subsidência; ou (raramente, e somente se o raio da chaminé for pequeno) quando um estrato é capaz de suportar a carga sobre o teto.

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Imagem por Teller et al (1968). Foto: cratera de subsidência no Nevada Test Site (National Nuclear Security Administration/Nevada Field Office)