Aconteceu com quase todo mundo que hoje tem menos de 30: você lá, querendo jogar mais uma horinha do seu videogame favorito da vez, e os seus pais inventando mil desculpas para te tirar "desse vício". Eles provavelmente estavam exagerando na época, já que você hoje é um adulto saudável e sociável (né?), mas a verdade é que videogame pode sim ser um vício perigoso como outro qualquer. E os hospitais brasileiros estão começando a perceber isso.

O G1-RJ deu hoje uma matéria noticiando que a Santa Casa da Misericórdia (RJ) agora tem um setor preparado para lidar com casos de compulsão por jogo eletrônico. Fora aquele sermão meio exagerado do início, a matéria contém alguns exemplos de crianças e jovens que passam do limite do saudável nos jogos eletrônicos. Mas você provavelmente não precisa de exemplos da TV para saber que pessoas sofrem dessa compulsão. 

Além da Santa Casa do RJ, quem está em SP também tem para onde recorrer caso o pensamento naquele chefão difícil passe de recorrente a obsessivo: é o programa Dependência de Internet, do Hospital das Clínicas. Como o nome entrega, ele é mais voltado para os viciados em passar horas na frente do computador, navegando, mas ambos os vícios são parecidos o suficiente para que possam ser tratados pelo mesmo Instituto de Psiquiatria do hospital.

Fora do eixo Rio-São Paulo, não há notícias de algum hospital ou clínica que ofereça tratamento similar. Caso você descubra algum, não deixe de informar aqui nos comentários. 

E se você sabe de alguém que precise desse tipo de tratamento, entre em contato com os hospitais citados. Para falar com a Santa Casa de Misericórdia do RJ, o telefone é (21) 2297-6611; em SP, o departamento de Dependência de Internet do Hospital das Clínicas atende no número (11) 3069-6975.

E se você está quase entrando numa dessas, saia de casa um pouco. Mesmo que seja para dar alguns níveis ao seu Pokémon, como eu.