Esta é Eguchi Aimi. Ela é a nova integrante da banda pop japonesa AKB48, e é uma garota solitária. Mas a Eguchi Aimi não é o que parece. Neste domingo, ela chocou todos os fãs dela, revelando seu segredo mais oculto. Você precisa ver isto.

Veja o vídeo de perto: lá estão as sete integrantes do AKB48 fazendo propaganda para doce japonês. Entre elas, no meio, está a garota solitária que você pode ver na galeria e aí em cima, Eguchi Aimi. Ela parece ser como as outras: olhos grandes, lábios carnudos, sorriso gracioso e olhar angelical. Veja como ela canta, que linda:

A grande mentirosa

A verdade é que sim, ela é exatamente como as outras garotas da banda. Literalmente. Os olhos grandes, os lábios carnudos, o sorriso gracioso e o olhar angelical pertencem às outras seis garotas do AKB48. Eguchi Aimi não é uma pessoa de verdade: ela foi composta em um computador, utilizando partes das outras garotas da banda. Os fãs dela, uma legião, descobriram isto esta semana, quando este chocante vídeo demonstrando todo o processo foi publicado no YouTube. Eles não puderam acreditar, e você também não vai:

Assista ao vídeo em tela cheia, porque o trabalho de síntese e pós-produção usado para criar a Eguchi é simplesmente inacreditável. Exigindo 150 gigabytes de memória, ela é o exemplo perfeito da era que está chegando, onde homem e máquina, “realidade” e “realidade”, vão colidir em uma nova forma que fará os humanos se mesclarem no mundo digital, e fará o mundo digital se tornar carne e osso.

O que é real é real

Apesar do fenômeno Eguchi Aimi ser apenas anedótico, o fato é que uma criação sintética foi capaz de fazer os fãs terem paixão e sentimentos, sem saberem (até então) que ela era apenas produto da imaginação de alguém, uma mistura mutante digital – isso não é um simples anedota. Isto é bem real. Quando as pessoas entendem algo assim como real, e quando isso causa uma resposta emocional nelas, isto faz o personagem se tornar parte da realidade. Ele tem um impacto real nos mundos delas. A realidade física que, enfim, é apenas sintetizada pelos nossos cérebros, através dos sentidos.

Eu sei que isto não é novidade: nós nos apaixonamos por personagens de livros e filmes há séculos – milênios, até. Ficção não é novidade. Mas, nos livros e filmes, nós sabemos que tudo é ficção. Ver a realidade se revelar ficção na sua frente, isso é algo bem diferente.

O que me leva à pergunta: à medida que real e digital viram uma coisa só, será que eu me deixaria apaixonar por um ser sintético? E você? [Singularity Hub]