Todos ganhamos com a ascensão do HTML5. Para os usuários, são plugins a menos, mais estabilidade no sistema e acesso facilitado e universal a serviços complexos rodando num programa que todo mundo tem instalado: o navegador, que traz de carona todo o poderio e versatilidade que a nuvem proporciona. Para desenvolvedores, mais interatividade com sistemas complexos e facilidade/agilidade no desenvolvimento. Não acredito que a lentidão na adoção do HTML5 seja má vontade dos envolvidos, é que a coisa é realmente complicada e dependente de múltiplas variáveis. Mas há vários indícios que 2012 marcará uma virada no processo.

Os trabalhos do WHATWG no HTML5 tiveram início em 2004. Alguns anos depois, em 2009, a W3C, até então comprometida com o XHTML 2.0, deixou de lado a nova especificação e uniu forças para deslanchar o desenvolvimento do HTML5. Um ano mais tarde, em abril de 2010, Steve Jobs declarou guerra ao Flash e, com isso, trouxe o tema para o mainstream, elevou o HTML5 ao status de salvador da web. Eterna promessa de uma web rica, cheia de recursos e possibilidades, o HTML5 é o herói que não chega. Mas já está vindo.

Ben Savage, CEO da Spaceport, uma plataforma para jogos web baseada em HTML5 e JavaScript, teceu alguns comentários sobre o que espera da especificação para 2012. Se você sabe inglês, vá ao TechCrunch ler. Tem muita coisa legal prevista, se as 12 apostas dele se concretizarem, mesmo, a essa altura, daqui a um ano, já teremos web apps com comportamento próximo ao de aplicativos nativos e até alguns joguinhos simples dentro do navegador, livre de plugins.

Algumas coisas já estão acontecendo, como trabalho offline em web apps e as melhorias no desempenho do JavaScript e motores de renderização. Aqui, aliás, destaque para o Internet Explorer: Savage elogia o navegador da Microsoft e diz que outros deverão seguir seus esforços no que tange a acelerar as coisas na web. E condena o Firefox, relegando-o ao status de “novo IE” se nada para melhorar a sua velocidade de renderização for feito.Em outros trechos, ele destaca mais pontos onde o Flash perderá espaço para o HTML5, novas características que deixarão os web apps mais parecidos com aplicativos nativos e a participação decisiva do Facebook nessa revolução da web.

Savage acha que 2012 será o ano em que o HTML5 emplacará. É bem provável que ele acerte, mas de qualquer forma o comentário passa uma sensação meio Linux nos anos 2000, a eterna promessa do pinguim nos desktops que virou, no máximo, uma piada repetida ad aeternum por gente do meio. Torcemos para que a história não se repita. [TechCrunch]