Quando comparados a outros animais, os répteis são comumente negligenciados. Esses escamosos acabam recebendo menos atenção do público devido a suas características frias e o aspecto rústico. Até hoje, 31 espécies de répteis já foram extintas.

E esse número tende a aumentar. Um estudo publicado na revista Nature sugere que 21% dos répteis do planeta podem sumir do mapa. De acordo com os cientistas, há pelo menos 1.829 espécies classificadas como vulneráveis, ameaçadas ou criticamente ameaçadas de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

Testudines (tartarugas, cágados e jabutis) e Crocodylia (jacarés, crocodilos e gaviais) são as ordens de répteis mais afetadas. Para ter uma noção, mais de 50% das espécies que compõem estes dois grupos estão dentro de alguma das classificações citadas acima.

O sudeste da Ásia, África Ocidental, norte de Madagascar, norte dos Andes e Caribe são as regiões mais afetadas pelo risco de extinção. Os répteis, assim como outras classes de animais, são ameaçados pelo desenvolvimento urbano, extração de madeira, destruição do habitat para expansão de áreas agrícolas e também pela caça e pesca. 

Existem, por exemplo, apenas três tartarugas da espécie Rafetus swinhoei –uma no Zoológico de Suzhou, na China, uma no lago Dong Mo e outra no lago Hoam Kiem, ambas no Vietnã. Com o trabalho publicado, os cientistas esperam ter dados para basear esforços de conservação e salvar animais como este. 

O tema deve ser discutido no final de agosto, durante a segunda parte da cúpula da COP15 (Convenção sobre a Biodiversidade). Na data, autoridades do mundo todo devem debater formas de reduzir a extinção que ameaça mais de um milhão de espécies pelo globo.