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5 fatos científicos surpreendentes sobre bebidas alcoólicas

Pessoas que gostam de beber com as outras adoram explicar os fatos da vida, do amor e, claro, da própria bebida. Não seria ainda melhor se essa ciência alcoólica fosse realmente verdadeira pelo menos algumas vezes? Aqui estão cinco curiosidades da boa e velha cachaça que os bebedores mais espertos podem usar para impressionar seus […]

Ciência etílica.

Pessoas que gostam de beber com as outras adoram explicar os fatos da vida, do amor e, claro, da própria bebida. Não seria ainda melhor se essa ciência alcoólica fosse realmente verdadeira pelo menos algumas vezes? Aqui estão cinco curiosidades da boa e velha cachaça que os bebedores mais espertos podem usar para impressionar seus amigos do alto dos seus banquinhos de boteco — de preferência enquanto eles ainda estiverem sóbrios.

O álcool cura

Sim, o álcool é antisséptico e os taninos do vinho são bons para o seu coração. Mas isso vai além. O álcool é considerado medicinal pelas farmacopeias norte-americana e europeia. De acordo com o “Livro de bolso de drogas úteis,” do Conselho Estadual de Licenciamento e Examinação Médica:

“Internamente, (o etanol) é um narcótico, doses excessivas causam depressão e paralisam o sistema nervoso central. Pequenas doses produzem euforia, estimulam a respiração, dilatam moderadamente os vasos cutâneos e esplâncnicos e modificam a circulação… O álcool é empregado como um estimulante difusível, diurético, sudorífico e hipnótico.”

Ponto! Ele também é usado como solvente e um meio de administrar medicamentos. Mas não é um mar de vinho tinto, digo, de rosas. Eles notam especificamente que na maioria dos casos ele é “apto a causar mais danos do que benefícios.” Que seja. Se um médico pode apenas descrever um copo diário de Lagavulin, talvez o plano de saúde cubra 90% do preço.

O álcool pode pegar fogo a qualquer momento

Você já imaginou o percentual de teor alcoólico que é preciso para que ele pegue fogo? Claro que já, seu incendiário. Nos velhos tempos a autenticidade e a quantidade de álcool do uísque eram testadas colocando um pouco dele em pólvora. Se o uísque queimasse quando se ateava fogo na pólvora, ele era considerado “do bom”. Isso significava 100% “proof” (arredondado de 49,5% de teor alcoólico). Mas hoje sabemos que vários fatores mudam o ponto de combustão — quando o álcool pega fogo, ele não necessariamente queima uniforme.

Não é, na realidade, o líquido queimando. É o vapor que pega fogo. Maior concentração equivale a mais vapor, dependendo da temperatura. Segure um fósforo em uma vodca com 80% “proof”  em temperatura ambiente, e ele não pegará fogo. Coloque a chama de um isqueiro ou uma tocha de butano nela, e ele se inflamará temporariamente. Isso acontece porque a chama do isqueiro aquece um pouco a bebida e gera mais vapor. Se você aquecer cuidadosamente a vodca a uma temperatura mais alta, ela produz muito vapor e pode pegar fogo e queimar energicamente. (Nota: não tente fazer isso. Você corre um grande risco de acidentalmente explodir a si mesmo.)

Isso vai até as soluções com baixo teor alcoólico. Por exemplo, na gastronomia, se você acrescentar vinho a uma frigideira quente, ele se inflamará espetacularmente, apesar de ter um teor alcoólico de apenas 12% (24% “proof”). Da mesma forma, mesmo o etanol puro 100% não entrará em combustão se o líquido estiver a 12,7º C ou menos.

Existem 4 septilhões de coquetéis flutuando no espaço

Em 2006, astrônomos começaram a encontrar grandes nuvens de álcool flutuando nas distantes fronteiras espaciais. Algumas dessas nuvens se estendem por cerca de 460 bilhões de quilômetros. É um montão de bebida. Infelizmente, a maior parte desse álcool é metanol. Aqui na Terra, o metanol é um subproduto do processo de destilação e é bastante tóxico. As boas destilarias extraem quase todo o metanol das suias bebidas. Durante a Proibição Americana, muitas pessoas morreram porque muitas fabricantes deixavam metanol em suas bebidas destiladas — é mais barato e mais fácil fazer dessa forma.

Mas tudo bem, porque também existe muito etanol no espaço. Quanto? Ninguém sabe ao certo, mas estima-se que existam mais de quatro septilhões de quatro septilhões de doses. Em outras palavras, é quatro trilhões de trilhões de drinques e possíveis ressacas intergaláticas. O papel dessas nuvens de álcool gasoso ainda não foi totalmente compreendido, nem se sabe ao certo como esse álcool chegou lá. O que é sabido, porém, é que elas têm um grande papel nos berçários estelares, ou seja, onde as estrelas começam a se formar. Isso aí. Graças ao álcool, uma estrela nasce.

O álcool baixa a sua temperatura corporal

Já se sentiu com muito frio e decidiu tomar um shot para se aquecer? Dá uma sensação boa, né? Mas adivinhe só, isso não funciona da forma com que você imagina. Na realidade, o álcool baixa a sua temperatura corporal. Ele só faz você se sentir aquecido. O corpo mente!

Quando você sente frio, o sangue na verdade foge das partes superficiais e membros para manter a temperatura dos órgãos vitais alta e eles, funcionando. O álcool faz com que os vasos sanguíneos superficiais na sua pele dilatarem, abrindo os portões de inundação para que o sangue retorne. Isso soa bem, não? Mas quando aquele sangue retorna para as suas extremidades frias, a parte central fica mais gelada, o que baixa a sua temperatura média. Isso pode levar a um risco maior de hipotermia, que pode ser fatal. Então, quando você estiver com muito frio e a perspectiva é de continuar em um ambiente frio, virar uns goles é uma má ideia.

O champanhe tem três vezes a pressão de um pneu de carro

Você já levou uma garrafa de champanhe a uma festa, abriu com aquele estardalhaço, fez a rolha voar e a bebida sair num jato? É porque tem uma pressão violenta naquela pequena garrafa — 90 libras por polegada quadrada (PSI). Para colocar isso em contexto, o pneu de um carro mediano tem cerca de 30 PSI. É por isso que as garrafas de champanhe são vendidas com um muselet. Curiosidade bônus: esse é o nome daquela mini-jaula de arame que impede que a rolha voe.

Quando o champanhe foi criado ele ganhou o apelido de le vin du diable, ou “o vinho do diabo” devido às garrafas explosivas e rolhas voadoras. As rolhas de champanhe podem chegar a mais de 72 km/h. Isso é 20 metros por segundo! É fácil, fácil uma delas arrancar seu olho. Assegure-se sempre de que a garrafa aponta para uma direção segura quando você a chacoalhar para abri-la. Segure-a firme e use um pano para evitar que a garrafa escorregue. Já vi uma rolha voadora quebrar um pedaço da moldura de quatro polegadas de porta de madeira. Foi uma festa muito louca.

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Então, agora você sabe todas essas curiosidades interessantes. Vá em frente e impressione seus amigos. E compartilhe conosco os seus conhecimentos na ciência etílica nos comentários abaixo. [Imagem: Shutterstock/Tischenko Irina]

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