Todos os anos, as fabricantes abastecem o mercado com dezenas de novos modelos de celulares. Invariavelmente, somos tentados a adquirir um novo smartphone que promete melhor poder de processamento, mais espaço de armazenamento, que apresentam telas brilhantes ou contam com câmeras sofisticadas.

O lado ruim disso é que todo mundo acaba acumulando um monte de celulares velhos em alguma gaveta, que ainda funcionam, mas não são usados no dia a dia.

Isso sem falar quando eles são incorretamente descartados em aterros sanitários, poluindo o meio ambiente com materiais tóxicos, como mercúrio, berílio, chumbo ou lítio.

Por isso, em vez de deixar que eles acumulem poeira, aqui estão algumas dicas para dar uma sobrevida aos seus antigos smartphones.

1. Webcam sem fio

Com a popularização do trabalho home office, tornou-se comum as reuniões remotas por meio do Skype, Zoom ou Meet.

Contudo, se você não tem uma webcam, pode usar um celular velho como uma interface dedicada para realizar videochamadas.

Assim, você libera o computador para outras tarefas e ainda terá maior liberdade e autonomia para posicionar a câmera do smartphone para mostrar o seu melhor ângulo e cenário.

2. Assistente pessoal

Tem se tornado cada vez mais comum o uso de aparelhos como Echo Show e Google Nest Hub, que contam com uma tela e uma assistente pessoal para ajudar os usuários no ambiente doméstico.

Por mais que os valores desses dispositivos estejam caindo, muita gente ainda pensa duas vezes antes de adquiri-los.

Dependendo da versão do sistema operacional, celulares não tão antigos também podem desempenhar algumas funções das telas inteligentes.

É claro, um celular não terá o mesmo tamanho de tela ou a mesma velocidade dos aparelhos dedicados, mas ainda assim ele é um bom substituto para algumas tarefas e rotinas simples.

3. Controle remoto

Para quem tem as versões mais antigas do Chromecast, sabe que o smartphone é necessário para navegar e assistir aos conteúdos da Netflix e outras plataformas similares. Por isso, aquele celular antigo também pode virar uma espécie de “controle remoto” dedicado para o aparelho do Google.

O mesmo também pode ser feito em dispositivos rivais, como Apple TV, Fire TV Stick ou Roku. Por mais que esses gadgets venham com um controle remoto, é possível baixar os aplicativos móveis para controlar a TV por meio de um celular que estava sem uso.

4. Leitor de ebooks

Se você não tem um Kindle, mas tem um celular parado em casa, é possível utilizar este último para ler livros digitais – os conhecidos ebooks.

Para isso basta baixar o aplicativo do Kindle (ou outro app leitor de ebooks) e abraçar o hábito da leitura.

A grande vantagem dos livros digitais é que eles ficam disponíveis imediatamente após a compra. Não é mais preciso esperar o livro físico chegar pelos Correios.

5. Brinquedo para crianças

Se você ainda não está seguro em dar um celular novo para o seu filho – ou não quer que ele já tenha acesso à internet e redes sociais tão cedo -, é possível transformar um celular velho em uma central de jogos, servindo de entretenimento para os pequenos (e também para os mais adultos).

Existe uma tonelada de jogos para celulares Android e iOS que não precisam de conexão com a internet.

Por isso, basta retirar o chip, desconectar do Wi-Fi e desinstalar os aplicativos de redes sociais, liberando assim mais espaço para os jogos.

6. Câmera de monitoramento

Seja para monitorar os filhos e animais de estimação ou para manter a casa segura, os smartphones usados também podem ser aproveitados na forma de uma improvisada câmera de segurança.

Existem aplicativos, como o Alfred, por exemplo, que ajudam nessa tarefa. A partir daí, é só montar o telefone onde precisar e garantir que ele esteja conectado à internet e à energia.

7. Ciência cidadã com um smartphone

Os smartphones modernos têm o mesmo poder de processamento do que os desktops antigos. Por isso, se você tem algum celular na gaveta, pense na possibilidade de “doar” os recursos dele para o progresso da ciência.

Atualmente, existem dezenas de projetos científicos que precisam de poder computacional para simular modelos climáticos, encontrar a cura para o câncer, estudar partículas e, até mesmo, buscar vida inteligente fora da Terra.

Para isso, são criadas plataformas em que possibilitam a criação de uma rede global de computadores – e também de smartphones -, somando o processamento de todos eles para acelerar as pesquisas científicas.

Uma dessas plataformas é a BOINC. Basta se cadastrar, escolher um projeto, baixar o aplicativo e deixá-lo rodando no celular.