O 99, aplicativo brasileiro de táxi e corridas particulares, será o novo meio de transporte de milhares de funcionários da Prefeitura de São Paulo. A empresa ganhou uma licitação e fechou um contrato de R$ 50 milhões por 12 meses, que pode ser renovado por mais 12, e, assim, substituirá a frota de carros da prefeitura.

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A 99 deu o lance de R$ 2,46 por quilômetro rodado para a previsão de cerca de 1,7 milhão de quilômetros percorridos todos os meses pelos 15 mil funcionários que possuem direito a esse tipo de transporte. Com isso, a prefeitura deve reduzir seus gastos com a mobilidade dos funcionários em R$ 120 milhões por ano – em 2016, São Paulo gastou R$ 170 milhões por ano com aproximadamente dois mil carros locados. De acordo com a Veja, os veículos serão leiloados ou devolvidos para as locadoras.

Para vencer a licitação, a 99 competiu com Cabify, Easy e as principais cooperativas de táxi da capital paulista e levou a melhor nos critérios estabelecidos pela cidade, entre eles: área de cobertura, tempo de atendimento e o preço.

Todas as modalidades da 99 estão no contrato, incluindo o 99Pop, 99Top e o Táxi Comum – serão 70 mil carros disponíveis, no total. A tarifa de R$ 2,46 vale para todas, mas as permissões para o uso de cada uma ainda serão definidas pela prefeitura.

A comparação direta dos valores com as tarifas praticada com o usuário comum não é possível, já que o contrato com a prefeitura tem um valor fixo de quilometragem e não leva em consideração a bandeirada, nem a minutagem. No entanto, a taxa cobrada pela 99 para a prefeitura pelo quilômetro rodado é mais barato do que o valor cobrado pelo táxi comum, que é de R$ 2,75 (na bandeira 1) ou R$ 3,57 (na bandeira 2). No 99Pop, são cobrados fora do horário de pico R$ 1,39 por quilômetro e R$ 0,26 por minuto rodado, mais R$ 0,10 por km de taxa municipal. No horário de pico (7h às 11h e das 17h às 21h) o valor sobre para R$ 1,55 por km e R$ 0,29 por minuto rodado e R$ 0,10 por km de taxa municipal.

Em maio desse ano, a 99 recebeu aporte de US$ 200 milhões em uma só rodada de investimentos com o fundo americano Riverwood, a chinesa Didi e a japonesa Softbank. Esses valores, somado ao contrato com a prefeitura, devem ajudar a companhia a financiar seu projeto de crescimento.

Atualização às 17:54: A versão original desta publicação dizia que o Uber competiu na licitação. A companhia, no entanto, esclareceu que não participou do processo. Alteramos o texto para refletir essa informação.

[Valor]