O míssil AGM-114 Hellfire tem um poder de fogo infernal. Entretanto, com mais de 1,5m de comprimento com uma ogiva de 9 kg, ele é muito grande para caber em muitos UAVs (aviões não tripulados) e muito destrutivo segundo a nova política militar de ataque a alvos. Em vez de deixar todas aquelas plataformas de mísseis em potencial estragar, a Raytheon simplesmente construiu bombas menores.

A Small Tactical Munition (STM) é uma bomba de 6,1 kg projetada especialmente para uso a bordo da atual frota de pequenos UAVs do exército norte-americano. Com 55,8 cm de comprimento, a STM é a menor munição lançada do ar que a Raytheon produz — tão pequena que duas podem ser colocadas em um único tubo de lançamento. Tão pequena que pode ser carregada por um drone Shadow em vez de sê-lo apenas pelo Predator — de 8,2 m. A STM usa um laser duplo e semiativo e um sistema de navegação GPS-inercial para se guiar, o que quer dizer que o operador pode tanto direcioná-la para um local específico ou para um alvo designado via laser (parado ou em movimento) antes de optar por detoná-la sobre o alvo, no alvo ou cinco segundos depois com um temporizador.

A STM tem quase um décimo do peso de um míssil Hellfire, então você não verá um desses detonando um tanque. Não, essas bombinhas são feitas para eliminar pessoas — pessoas específicas. A ogiva de 6,1 kg não é capaz de parar nada maior que um veículo leve, mas tem poder o bastante para transformá-lo em um monte de escombros fumegantes sem destruir o quarteirão inteiro à sua volta.”Operações de combate no momento têm evidenciado a necessidade de armas extremamente pequenas e precisas que são projetadas especialmente para aviões pilotados remotamente,” disse Bob Francois, vice-presidente de mísseis avançados e sistemas autômatos da Raytheon. “A STM é parte de um portifólio de armas que vai de encontro com as necessidades dos combatentes nessa área.”

A Raytheon começou o desenvolvimento da STM em 2009. Após testes bem sucedidos em setembro último em Yuma Proving Ground, no Arizona, espera-se que a STM entre em combates ativos nos próximos meses. “Estamos apenas ajustando o software e rodando alguns testes de ambiente,” um gerente de negócios da divisão de mísseis da Raytheon disse à AIN Online. [Raytheon 1, 2Wired – Wikipedia 1, 2Defense UpdateUPI]