Hoje, a gigante de tecnologia japonesa Hitachi anunciou um acordo para construir dois dos elevadores mais rápidos do mundo para um futuro arranha-céu na China. Parece besteira, certo? Mas o press release mostra alguns detalhes fascinantes que ilustram como o boom de arranha-céus na China está afetando a economia global – incluindo o fato de que por lá foram comprados 60% de todos os elevadores vendidos no mundo em 2013.

O prédio em questão é o Guangzhou CTF Finance Center, um edifício de 530 metros de altura projetado pela KPG Architects que está previsto para 2017. O papel da Hitachi nessa história é o de construir cerca de 100 elevadores para o prédio, que contará com escritórios, um hotel e alguns apartamentos.



Mas não são elevadores comuns. Dois deles serão os mais rápidos já feitos, atravessando 95 andares (ou 440 metros) em menos de 43 segundos. Um dos maiores desafios dos elevadores de arranha-céus é que o cabo é muito pesado. A Hitachi não explica muito bem como essa tecnologia facilita a pressão sobre o lastro da máquina, mas a empresa descreve quais materiais vai usar. Devido ao calor extremo causado pela frenagem, por exemplo, o sistema de travagem de emergência utiliza um material resistente ao calor que pode suportar temperaturas superiores a 280 graus Celsius.

A Hitachi é a responsável pelo desenvolvimento da maioria dos elevadores ultrarrápidos dos últimos 50 anos. Em 1968, por exemplo, ela instalou o detentor do recorde até hoje no primeiro arranha-céu do Japão, o prédio Kasumigaseki. Agora, conforme a expansão de prédios na China avança, a empresa está ganhando muito espaço no país vizinho. Atualmente, a Hitachi é responsável por 15% de todos os elevadores da China – e, lembrando, a China hoje compra 60% dos elevadores do mundo.

Como o Council for Tall Buildings diz, a China está muito a frente de qualquer outro país na construção de arranha-céus: por seis anos consecutivos, é o país com mais construção de prédios com mais de 200 metros de altura. Em 2013, foram 37 edifícios assim. Este ano provavelmente o número será maior. A lição que podemos tirar disso tudo? É uma boa ideia investir na Hitachi. [Japan Times]