Na semana passada, durante a reunião do G20 no Japão, o presidente Donald Trump anunciou que as empresas dos Estados Unidos poderiam vender componentes tecnológicos para a Huawei, numa medida que parece ter acabado com o banimento de vendas para a gigante chinesas.

A decisão de Trump aliviou a tensão existente entre Washington e Pequim, mas a decisão deixou muitas pessoas perplexas. Ela foi imediatamente criticada por legisladores republicanos, como a senadora pelo Tennessee Marsha Blackburn e os senadores pela Flórida Rick Scott e Marco Rubio.

No sábado, Rubio tuitou: “Se o presidente Trump concordou em reverter as sanções recentes contra a Huawei, ele cometeu um erro catastrófico. Destruirá a credibilidade dos seus avisos administrativos sobre a ameaça representada pela companhia, ninguém levará esses avisos a sério novamente”.

No entanto, uma agência federal chave ainda não está seguindo a ordem de Trump. A Reuters reporta que a equipe do Departamento do Comércio recebeu ordens para continuar a tratar a Huawei como banida.

A agência de notícias revisou um e-mail no qual John Sonderman, vice-diretor de fiscalização de exportação da área de segurança e indústria do Departamento de Comércio, enviou para sua equipe de fiscalização na segunda-feira (1º).

A mensagem explicava como os agentes deveriam lidar com empresas que requisitassem aprovação para vender produtos para a Huawei. Segundo a Reuters, Sonderman escreveu que a Huawei ainda está na “lista de entidades”, impossibilitando a venda de itens para a companhia sem permissão do governo. O e-mail também diz que os pedidos de venda de produtos para a Huawei deveriam ser avaliados pelo pessoal de fiscalização sob uma política de recusa de aceitação.

O Departamento de Comércio não respondeu imediatamente a um pedido de comentário do Gizmodo. No entanto, após um tempo, um porta-voz do Departamento de Comércio confirmou para a gente que a Huawei ainda está na lista de entidades e que a agência está revisando os pedidos de licença de exportação para verificar o impacto na segurança nacional.

A Reuters informa que este e-mail é a única orientação que foi dada à equipe de políticas desde o confuso anúncio de Trump durante o G20 — em outras palavras, tudo não passou de mais uma semana comum e confusa do ano de 2019.