A Airbus aparentemente não entendeu a ideia de que viagens aéreas devem piorar a cada ano. Em vez de pensar em assentos cada vez menores, a companhia revelou planos de criar módulos móveis que transformam a área de carga de um avião em dormitórios cheios de camas confortáveis.

Cachorro morre depois de United Airlines forçar passageira a colocá-lo no compartimento superior
A nova “companhia aérea para millennials” da Air France oferece realidade virtual e bar rooftop

Como um passageiro com quase 1,90 m, eu dificilmente consigo viajar sem sentir cãibras nas pernas. Mesmo as poltronas dobráveis das cabines de primeira classe não chegam nem próximo do conforto de nossa cama em casa. No entanto, em alguns anos, isso deve mudar. A Airbus está trabalhando com outra companhia, a Zodiac Aerospace, conhecida pelo desenvolvimento de dormitórios para tripulação de voo, para desenvolver o que eles chamam de “lower deck modules” para reajustar o espaço que fica sob as cabines dos passageiros de aviões Airbus A330 e A350 XWB.

Alguns desenhos com sugestões de utilizações para o espaço. Imagem: Divulgação

Beliches confortáveis nas quais passageiros poderão esticar suas pernas e dormir durante um voo não são as únicas opções que estão sendo consideradas. Outros conceitos incluem uma área para as crianças brincarem, salas de conferência espaçosas, bares, lounges e até uma área para enfermos, com médicos disponíveis via teleconferência. Imagine só um mundo em que a tripulação não precisa perguntar se tem algum médico no voo em uma emergência.

Os módulos vão aparentemente ser construídos para serem fáceis de instalar e de se remover, como os contêineres de carga usados em muitas aeronaves que são facilmente substituídos sem que voos atrasem. No entanto, fica a pergunta: quanto será uma passagem aérea para usar uma cama como essa?

As companhias aéreas estão tentando aumentar seus lucros, e colocar coisas dentro do avião é uma forma interessante de ganhar mais dinheiro com cada voo. É seguro presumir que esses módulos vão reduzir a capacidade de carga do avião, então a receita perdida com isso talvez possa ser repassada para os passageiros. Considerando que a maioria das companhias já cobra os consumidores apenas por usar um mala menor, essas beliches provavelmente devem ser um upgrade caro.

[Airbus via New Atlas]