Respondendo às demandas dos consumidores por Alexa mais tagarela, a Amazon anunciou na quarta-feira (11) que seu mais recente modelo de assistente digital será capaz de inferir os “objetivos latentes” de um usuário e usará isso para fazer perguntas complementares.

Por exemplo: se você perguntar à sua nova Alexa quanto tempo leva para cozinhar um simples ovo, a Alexa lhe dirá que leva cerca de 1 minuto e meio — e então perguntará se você gostaria de definir um cronômetro. Por enquanto, a novidade só estará disponível nos EUA.

De acordo com a Amazon, a atualização envolve ajustes algorítmicos e um modelo de aprendizado profundo que permitirá que o dispositivo evolua com base em sua relação com o usuário. Se você perguntar a Alexa sobre como cozinhar ovos todas as manhãs e sempre optar por ativar o timer, o modelo de descoberta vai melhorar as previsões e concluir com mais precisão se você deseja ou não saber quando esse 1 minuto e meio acabou.

“O objetivo da Amazon para Alexa é que os clientes achem a interação com ela tão natural quanto interagir com outro ser humano”, escreveu a Amazon em uma publicação em seu blog. “Embora [os aplicativos] possam apresentar resultados diferentes, nossas primeiras métricas mostram que o objetivo latente [inferência] aumentou o engajamento do cliente com alguns aplicativos de desenvolvedores.”

A Amazon parece reconhecer o fato de que a descoberta de objetivos latentes tem o potencial de ser muito, muito irritante. Nos primeiros protótipos, quando os usuários solicitavam “receitas para frango”, por exemplo, a Alexa supostamente dava continuidade perguntando: “Você quer que eu toque sons de frango?”

Para mitigar o potencial de sugestões indesejadas, a Amazon implementou um modelo de gatilho baseado em aprendizado profundo (“deep learning”) que leva em consideração “vários aspectos do contexto de diálogo, como o texto da sessão atual do cliente com Alexa e se o cliente se envolveu com as sugestões de múltiplas skills da Alexa no passado”.

A inferência de objetivos latentes vem logo após o lançamento do Alexa Conversations pela Amazon — uma série de redes neurais profundas destinadas a tornar mais fácil para os desenvolvedores integrar uma experiência de conversação natural em aplicativos personalizados — e está atualmente disponível em inglês nos EUA.