O Memorial 9/11 deve ser lindo: exatamente na base das torres gêmeas, duas cachoeiras jorram água pelas bordas, criando um espelho d’água dentro da base. E o memorial também é bastante meticuloso:  os nomes das 3.000 vítimas estão em painéis de bronze nas bordas, mas não em ordem alfabética – o Memorial 9/11 vai agrupar as pessoas que eram ligadas por amizade, trabalho ou história.

Ou seja, as 704 pessoas da empresa financeira Cantor Fitzgerald serão agrupadas juntas, assim como Harry Ramos e Victor Wald, que se conheceram nas escadas enquanto o World Trade Center desabava – Harry tentou ajudar Victor a escapar, mas eles não conseguiram. Este agrupamento de nomes é o trabalho de um algoritmo incrível, criado pela empresa de design e mídia Local Projects, e pelo artista de software Jer Thorp. Para construir o algoritmo, eles perguntaram às famílias e conhecidos quais as “adjacências significativas” das vítimas.

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O algoritmo funciona assim: primeiro, ele reúne os nomes com pedidos de proximidade. Se a pessoa A precisa estar perto da pessoa B, e a pessoa B perto da C, as pessoas A, B e C serão agrupadas juntas. Thorp comparou estes agrupamentos a “peças de quebra-cabeça com formas irregulares”. A segunda parte do algoritmo pega essas peças e as encaixa nas bordas do memorial. Fazer todas as peças se encaixarem levou um mês, mas para ajustar o algoritmo foi necessário mais tempo.

No fim, o algoritmo foi criado para gerar um impacto emocional: ele dá uma história para os nomes que não se devem esquecer. Você pode conhecer mais visitando o site do memorial; o 9/11 Memorial será inaugurado em 12 de setembro. [FastCo Design e Scientific American]