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Um algoritmo melhora suas selfies mudando o ângulo da foto após ser tirada

Pesquisadores da Universidade de Princeton queriam encontrar uma maneira de ajudar a melhorar as selfies, e criaram uma nova forma de manipular fotos.

Certas lentes de câmera podem distorcer seu rosto, mas há outros detalhes que podem influenciar na sua aparência em uma selfie. Por exemplo, se a câmera estiver próxima da sua face, seu nariz parecerá maior, suas orelhas parecerão menores, e sua testa ficará mais inclinada.

Como diferentes lentes de câmera podem fazer você parecer mais gordo

Pesquisadores da Universidade de Princeton queriam encontrar uma maneira de ajudar as pessoas a melhorar suas selfies sem ter que refazê-las com outra pose, então eles criaram uma nova forma de manipular fotos.

De acordo com um artigo apresentado na conferência SIGGRAPH neste fim de semana, o software permite que o usuário modifique uma selfie para corrigir a perspectiva, o que por sua vez melhora as distorções faciais que podem surgir.

Em uma demonstração no site da Universidade Princeton, o usuário precisa identificar três pontos de referência no rosto: logo acima de ambas as orelhas, e no topo da cabeça. Com esta informação, o programa é capaz de manipular a distância e o ângulo da câmera para criar a melhor imagem.

“Agora que as pessoas podem editar tantos aspectos de uma foto direto no celular, queríamos proporcionar uma forma rápida para editar rostos mantendo o realismo”, diz Ohad Fried, desenvolvedor líder do projeto, em um comunicado.

Os pesquisadores criaram uma forma de manipular o modelo de uma cabeça em duas dimensões sem ter que formar um modelo tridimensional.

A demonstração mostra algumas das falhas nisso: por exemplo, o cabelo fica distorcido, e os resultados só ficam realmente bons com uma imagem de frente. Mas, ao mexer os controles deslizantes para frente e para trás, ele cria uma imagem móvel do seu rosto. Experimente clicando neste link.

A demonstração é uma alternativa simplificada do método descrito no estudo, onde os pesquisadores utilizaram um modelo que gera cabeças humanas em 3D, mais um programa desenvolvido na Universidade de Carnegie Mellon que ajuda a identificar mais de 70 pontos de referência em toda a face.

“Acredito que a imagem sintética parece tão boa porque ela tem exatamente as mesmas cores de pixel como na foto original – só que eles foram deslocados um pouco para fornecer a ilusão de que a câmera estava em um local diferente”, diz Adam Finkelstein, autor sênior, no estudo.

A Adobe Research contribuiu para o projeto, então é de se esperar que o Photoshop e outros programas venham a utilizá-lo quando ele estiver pronto para uso comercial.

[Princeton via Motherboard]

Foto por Luis Wilker Perelo WilkerNet/Pixabay

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