A Amazon anunciou que pretende fechar todas as lojas físicas de livros da empresa, além de quiosques, lojas de brinquedos e de artigos domésticos. A medida afeta pelo menos 68 estabelecimentos nos Estados Unidos e no Reino Unido. A informação é da Folha de S.Paulo.

Segundo o noticiário, a empresa — fundada pelo bilionário Jeff Bezos — pretende se concentrar em outro modelo de negócio, que envolve mercearias e um novo conceito de lojas de departamentos.

Vale lembrar que a Amazon nasceu em 1994, apostando no ramo da venda e distribuição online de livros físicos, movimento este que levou muitas livrarias estabelecidas à falência. No Brasil, a empresa também iniciou as operações com a venda de livros, antes de se tornar no marketplace atual.

Fechamento de lojas

O motivo do fechamento é o baixo desempenho das lojas físicas da companhia. A receita das mesmas representa apenas 3% dos US$ 137 bilhões registrados no último trimestre.

A empresa afirma que fechará as lojas físicas em diferentes datas, notificando os clientes previamente. Os funcionários receberão indenizações e ajuda para encontrar empregos em qualquer outro estabelecimento da Amazon nas proximidades.

O Brasil não deve ser impactado com a novidade, uma vez que não há livrarias físicas da Amazon por aqui. Os produtos da varejista — como os dispositivos Kindle e acessórios — são comercializados por lojas físicas de empresas parceiras revendedoras.

A primeira livraria da empresa foi aberta em 2015. Desde então, a Amazon tem feito vários experimentos, incluindo supermercados, estabelecimentos sem caixas ou lojas de roupa com provadores virtuais. A Amazon não revelou quantos funcionários serão demitidos.