Há dois anos, a Amazon lançou sua Appstore para Android: uma loja alternativa onde desenvolvedores podem vender apps para qualquer dispositivo Android, inclusive os tablets Kindle Fire. No entanto, ela só funcionava em sete países.

Agora, a Amazon decidiu expandir a Appstore para o mundo inteiro, e o Brasil pode ser um dos primeiros países a recebê-la.

A Amazon anunciou que desenvolvedores podem escolher entre quase 200 países para distribuir seus apps – incluindo todos da América, Europa, Oceania e a maior parte da Ásia e África. São cerca de 80.000 apps no total.

A Appstore em si, por sua vez, estará disponível nesses países “nos próximos meses”. E o Brasil parece ter certa prioridade. Do blog oficial da Amazon:

… hoje também acrescentamos a função de precificar seus apps em CAD (dólares canadenses) e BRL (Reais). A função de enviar descrições localizadas também está disponível hoje para o Brasil (português), e estará disponível em breve para o Canadá (francês e inglês).

Qual a diferença da Amazon Appstore em relação ao Google Play? Há alguns diferenciais bem bacanas:

  • a Amazon oferece, todo dia, um app pago de graça. Eles fazem isso em todos os sete países onde a Appstore está presente, então é seguro assumir que a benesse será expandida para mais países.

  • a Appstore permite testar apps pagos – no celular ou no computador – sem pagar por eles. Com o Test Drive, você tem dez minutos no total para usar cada um. E o mais bacana é que você não baixa o app: ele roda na nuvem, e usa virtualização. Cerca de 27.000 apps podem ser testados assim, mas só na loja dos EUA.

  • alguns apps são lançados primeiro na Appstore e só depois no Google Play. E alguns apps pagos são mais baratos por lá. Então é melhor ter as duas, certo?

Fora isso, os apps rendem uma graninha à Amazon – que não precisa pagar nada ao Google – e compõem o ecossistema dos seus tablets Kindle Fire.

Mas dado que a Amazon estreou no Brasil, e que temos certa prioridade na Appstore, será que a Amazon quer lançar algum Kindle Fire por aqui? É possível, mas esse não parece ser o maior objetivo da empresa, por dois motivos.

Primeiro, a expansão da Appstore se dará em quase 200 países, e na maioria deles a Amazon não teria como vender seus tablets – já que não vende conteúdo, e o Kindle Fire é basicamente uma vitrine para e-books, músicas e vídeos.

Segundo, porque a empresa ressalta “novas oportunidades para rentabilizar seus apps na Amazon”. Ou seja, parece que eles querem ganhar dinheiro sendo um ecossistema global de apps, concorrendo contra o Google Play. Google vs. Amazon pode ser mesmo a briga do ano em 2013.

Perguntamos para a assessoria de imprensa da Amazon Brasil quanto ao lançamento da Appstore no Brasil, e atualizaremos o post com a resposta. [Amazon via Benedict Evans]