Depois de vender eletrônicos, roupas, alimentos e um monte de coisa que você pode imaginar, a Amazon ingressou em mais um segmento: o de medicamentos. Começando nesta terça-feira (17) nos Estados Unidos, a gigante do varejo lançou o Amazon Pharmacy, que visa transformar o e-commerce da companhia em uma farmácia virtual.

O Amazon Pharmacy funciona como uma extensão do PillPack, serviço de entrega mensal de medicamentos que a Amazon adquiriu em 2018. Em entrevista ao Gizmodo, um porta-voz da empresa explica que o PillPack é mais voltado para pessoas com condições crônicas de saúde e que precisam de vários medicamentos. Originalmente, a plataforma agrupa e pré-classifica os remédios em pacotes marcados com a hora do dia em que devem ser tomados. Em vez disso, o Pharmacy está voltado para o reabastecimento de remédios comuns conforme necessário, como inaladores para asma, por exemplo. A única exceção são vacinas.

Ao contrário dos serviços locais, que costumam fazer entregas no mesmo dia, a entrega mais rápido do Amazon Pharmacy é de dois dias para os membros Prime — o que é muito, se levarmos em conta que muitas entregas acontecem em questão de horas após a aprovação da compra. Em contrapartida, o Pharmacy está disponível em 45 estados americanos, algo que alguns concorrentes, como o Capsule, ainda não alcançaram.

Ao que parece, a Amazon também está usando o Pharmacy para tentar acabar com o conceito de desconto com plano de saúde. Os clientes podem inserir seus planos atuais e ver o preço dos medicamentos antes de comprá-los, mas o serviço também mostra quanto eles pagariam sem o desconto. Tem até uma opção para aderir a um cartão de uma rede de farmácias, sem custo adicional e já incluído na assinatura do Prime, o que garante uma economia de “até 80% de desconto em medicamentos genéricos e 40% nos de marca”.

Qualquer que seja a opção escolhida pelos clientes do Amazon Pharmacy, isso acaba envolvendo fornecer uma lista dos medicamentos tomados à empresa. E aí entram todas aquelas questões envolvendo privacidade e segurança, já que o PillPack pode “usar e divulgar suas Informações Protegidas de Saúde sem sua autorização por escrito” — e tem muito mais nos termos de uso. Além disso, no caso da Amazon, é quase certeza que a companhia encontrará uma maneira de subsidiar os preços de seus produtos para prejudicar a concorrência, como já fez várias vezes.