Apesar de todos os maravilhosos avanços na ciência médica, a humanidade às vezes se esquece de algumas técnicas marotas. Por exemplo, que costumávamos reciclar penicilina não processada da urina do paciente. Atualmente ninguém mais faz isso.

A história, contada recentemente na Discover Magazine, é um caso clássico da economia dos tempos de guerra. Depois que os efeitos “mágicos” da penicilina ficaram famosos nos EUA em plena II Guerra Mundial, no ano de 1942, a demanda pelo medicamento cresceu assustadoramente. Entretanto, sobrecarregada com a desagradável missão de fabricar bombas, aviões e outras coisas do tipo, a indústria não conseguia suprir a demanda de penicilina para dar a cada paciente o tratamento completo.

Os médicos descobriram rapidamente, porém, que algo entre 40 e 99% da penicilina injetada num paciente não era processada e, depois, era descartada pela urina. Já deu pra sacar onde isso foi parar, certo? Trabalhando com recursos escassos, os médicos começaram a coletar a penicilina não usada do xixi dos pacientes e reintroduzi-la neles.

Quando a guerra acabou e melhoramos os processos de fabricação (e injeção) da penicilina, a produção dela atingiu níveis sustentáveis e paramos com essa técnica de fazer inveja ao Rambo. Mas, como o Smithsonian lembra, trazê-la de volta pode ser, além de igualmente eficiente, mais amigável ao ambiente. Se essa tendência voltará ou não, ninguém sabe, mas vale o conselho: não adianta beber sua urina caso você esteja tomando antibióticos. [Discover,Smithsonian]

Imagem: Shutterstock/Tinydevil