Qual paciente deve ser tratado com prioridade em situações de emergência, como em um ataque terrorista ou tragédia natural? A partir desse questionamento, a startup cardioscale desenvolveu um dispositivo capaz medir diversos sinais vitais de uma só vez e, com o auxílio de um algoritmo, determinar a escala de gravidade de um quadro médico.

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O aparelho, chamado DTR8, se parece com um medidor de pressão: ao ser colocado no braço de uma pessoa, ele mede sinais vitais incluindo batimentos cardíacos, pressão arterial, frequência respiratória, entre outros, em cerca de 60 segundos. Com esses dados o dispositivo aponta um CVRI (Índice de Reserva Cardiovascular, em tradução livre), que dirá ao médico se se a condição da vítima é estável, se deve ser transferida para o hospital ou se precisa ser tratada com urgência no local.

Se for mantido no paciente, o dispositivo pode diminuir as chances de colapsos, detectando a deterioração hemodinâmica cardiovascular com antecedência. Apesar de ser especialmente útil nos dois cenários que apontamos (emergência ou ataque terrorista), o aparelho, que tem 135mm de largura por 159mm de altura e pesa 900 gramas, também pode ser útil em UTIs, tratamentos pré e pós cirúrgicos e condições cardiovasculares crônicas.

A empresa possui um protótipo do DTR8 e agora está desenvolvendo uma nova versão para realizar novos testes. O algoritmo proposto pela companhia já foi validado em milhares de situações. Até agora, há cinco estudos acadêmicos a respeito do CVRI – dois deles realizados por terceiros –, publicados em periódicos com revisão de outros cientistas, incluindo o Annals of Medicine and Surgery.

A startup israelense foi a ganhadora do prêmio de US$ 100 mil do CTTSC3, desafio de startups para o desenvolvimento de tecnologias de combate ao terrorismo, promovido pelo governo dos EUA e de Israel.

*O jornalista viajou para Tel-Aviv a convite da Embaixada de Israel no Brasil

Imagem do topo: Alessandro Feitosa Jr/Gizmodo Brasil