Atualmente, em seu pequeno laboratório na Universidade de Medicina da Carolina do Norte, o doutor Mironov trabalha na busca da carne artificial, ou in vitro, desde o tempo em que o cultivo de tecidos comestíveis era apenas taxado como ciência bem estranha. Ok, ainda é uma ideia um tanto perturbadora, mas não tanto quanto você está pensando!

“Há um fator nojento quando as pessoas descobrem que carne é criada em laboratório. Elas não gostam de associar tecnologia com comida”, diz Nicholas Genovese, 32, numa entrevista à Reuters. “Mas há vários produtos que nós comemos hoje e consideramos naturais que são produzidos de maneira similar… temos o iogurte, que são leveduras cultivadas. Há a produção de vinho e cerveja. Eles não são produzidos em laboratórios. E a sociedade aceitou-os”.

Assim, doutor Mirov prevê campos de produção do tamanho de estádios de futebol que criarão que qualquer tipo de carne, com a consistência exata que o comprador quiser. Design de textura, explica, é algo completamente possível. Mais maciez na minha vaca falsa, aí sim!

No fim das contas, os doutores Mironov e Genovese esperam acabar com a quantidade insana de terra que usamos para cultivar animais que nós consumimos como comida, além de, claro, poupar a vida de vários animais. A quantidade de terra de nosso planeta utilizada para cultivo de gado chega perto da casa dos 30%.

Por trás desse grandioso discurso há também a exploração espacial. Durante uma viagem interplanetária, espaço para armazenamento é algo raro, e se você puder eliminar animais vivos da lista de utensílios dá para salvar bastante peso. “Os animais precisam de 1,3 quilo a 3,5 quilos para criar 450 gramas. É completamente ineficiente. Os animais consomem comida e produzem lixo. A carne artificial não tem sistema digestivo”, diz Mironov.

Se ela se parecer com carne de vaca, cheira a carne de vaca e tem gosto de carne de vaca… bem, é carne de vaca, certo? Mais alguém com fome? [MSNBC]