Em um comunicado publicado na segunda-feira (17), a Apple alertou os investidores que a receita deste trimestre será afetada pelo surto de coronavírus, oficialmente conhecido como COVID-19. A empresa ainda teve o cuidado de reforçar que a prioridade é a saúde dos trabalhadores, parceiros e clientes, e que já havia feito uma doação para apoiar os esforços de saúde pública.

A Apple é a primeira empresa de tecnologia a declarar que a epidemia de coronavírus irá prejudicar as finanças. A estimativa de receita da empresa para o trimestre atual era de US$ 67 bilhões, mas ela não revelou qual será o impacto do COVID-19 nesses números.

De acordo com a Apple, há dois motivos para que a receita referente ao trimestre de março não atinja as expectativas. O primeiro deles é que a retomada da produção de iPhones nas fábricas que haviam sido fechadas está mais lenta do que o esperado. O segundo é que há uma menor demanda pelos produtos também, dado que muitas lojas físicas da Apple na China continuam fechadas ou operando com horários reduzidos.

Diz o comunicado:

Estamos gradualmente reabrindo nossas lojas de varejo e continuaremos a fazê-lo da maneira mais constante e segura possível. Nossos escritórios corporativos e centros de contato na China estão abertos e nossas lojas online permaneceram abertas o tempo todo.

A Apple ainda acrescentou que, fora da China, a demanda pelos produtos e serviços da empresa permanece alta e em linha com as expectativas. A companhia afirmou que no início de abril vai fornecer informações atualizadas sobre a situação, afirmando que essa “interrupção em nossos negócios é apenas temporária”.

No Brasil, Motorola e Samsung tiveram que reduzir sua produção por falta de peças da China. Segundo levantamento feito pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), 80% dos componentes usados em eletroeletrônicos fabricados no Brasil em 2019 foram importados da China e outros países asiáticos, região em que o coronavírus mais se espalhou.

[Apple, BBC]