O CEO da Apple, Tim Cook, disse nesta semana que a companhia está se preparando caso a produção seja afetada pelas paralisações causadas pelo surto do novo coronavírus na China e que a empresa está limitando viagens de seus funcionários para a região.

Com essa iniciativa, a Apple se junta a outras empresas de tecnologia que estão mantendo apenas viagens à China que sejam essenciais para os negócios. Autoridades de saúde dos EUA recomendam que os cidadãos façam apenas viagens essenciais, em resposta ao vírus que já matou mais de 100 pessoas.

Cook disse em uma conferência com investidores nesta terça-feira (29) que a Apple limitou viagens de funcionários à China apenas para assuntos “críticos para os negócios” desde a semana passada, acrescentando que a empresa está realizando doações para grupos que trabalham para conter o surto na região. O diretor executivo disse ainda que a empresa tem fornecedores na região de Wuhan, onde se acredita que o surto teve origem, e que a Apple está projetando uma amplitude maior nos lucros como resultado dos impactos potenciais para a empresa.

“A situação está começando e ainda estamos coletando muitos pontos de dados e monitorando de perto”, disse Cook. “Temos uma margem de receita mais ampla do que a habitual para o segundo trimestre, devido à maior incerteza”.

Cook disse que a Apple já fechou uma de suas lojas na região, e muitas de suas lojas já reduziram o horário de funcionamento. Ele acrescentou que essas lojas estão passando por uma “limpeza intensa” frequente e que os funcionários estão tendo suas temperaturas monitoradas.

A Apple não é a única gigante da tecnologia a ser afetada pelo surto do coronavírus em Wuhan. Citando fontes familiarizadas com o assunto, a Bloomberg noticiou nesta segunda-feira que o Facebook restringiu as viagens dos funcionários à China, e que os funcionários precisam buscar permissão específica se o seu trabalho exigir que eles viajem para a região. Além disso, o site relatou que os funcionários que viajaram recentemente para a China estão sendo orientados a trabalhar de casa.

A Microsoft também tomou medidas para limitar as viagens dos funcionários. Um porta-voz da empresa disse à Forbes em uma declaração que, com base em informações de autoridades de saúde, “nós aconselhamos os funcionários na China a trabalhar de casa e cancelar todas as viagens de negócios não essenciais”. Um porta-voz da LG disse ao Verge que também “implementou uma proibição total de viagens de funcionários para a China”. Os funcionários que não estão sediados na China e que atualmente estão naquele país são obrigados a retornar aos seus países de origem imediatamente”.

As autoridades chinesas informaram nesta quarta-feira que foram registradas 132 mortes ligadas ao surto. A Organização Mundial de Saúde relatou milhares de casos confirmados. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) aconselharam a restringir todas as viagens não essenciais à China esta semana, e as companhias aéreas que operam fora dos EUA começaram a cancelar alguns vôos em meio à diminuição da demanda de viagens para o país. Vários jornais noticiaram que a Casa Branca está considerando uma proibição de vôos para e da China como uma possível resposta ao surto.