A Apple tem testado discretamente um programa que permitiria à empresa de tecnologia fornecer serviços básicos de saúde a pacientes com médicos próprios em clínicas também de propriedade da empresa, de acordo com reportagem do Wall Street Journal. O ambicioso projeto, chamado Casper, foi pensado em 2016, logo após o lançamento do Apple Watch em 2015.

O CEO da Apple, Jeff Williams, imaginou esse plano como algo que possibilitaria a médicos e pacientes um contato mais constante, de acordo com o jornal, algo que ele apelidou de “363” — aparentemente uma referência ao fato de que uma pessoa típica só vê seus médico duas vezes por ano.

A reportagem notou que a clínica está agora “em grande parte paralisada”, mas isso não significa que tenha parado totalmente.

Do Wall Street Journal:

A equipe decidiu que uma das melhores maneiras de concretizar essa visão era fornecer um serviço médico próprio, disseram pessoas familiarizadas com o plano, vinculando os dados gerados pelos dispositivos Apple com atendimento virtual e presencial prestado por médicos credenciados. A Apple ofereceria cuidados primários, mas também monitoramento de saúde contínuo como parte de um programa personalizado baseado em assinatura, de acordo com essas pessoas e os documentos.

Se a Apple pudesse provar que sua combinação de sensores de dispositivos, software e serviços poderia melhorar a saúde das pessoas e reduzir custos, a empresa poderia franquear o modelo para sistemas de saúde e até mesmo outros países, de acordo com os documentos.

A Apple começou a testar o programa com seus próprios funcionários na Califórnia, comprando clínicas perto de seu campus em Cupertino e contratando a Dra. Sumbul Desai, da Universidade de Stanford para chefiar o projeto. Mas funcionários não identificados da Apple reclamaram que a profissional não recebe feedback muito bem. Essas afirmações não puderam ser verificadas de forma independente pelo Gizmodo.

Curiosamente, parece que muitos dos funcionários da Apple que se inscreveram no programa não se envolveram muito, de acordo com o novo relatório. Um aplicativo produzido pela equipe da Dra. Desai, chamado HealthHabit, que incentiva as pessoas a estabelecer metas de saúde com seu médico, foi supostamente usado muito pouco pelas pessoas que fizeram o download.

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Como o Journal observa, a Apple colocou a maior parte de sua energia em outras iniciativas baseadas na saúde envolvendo o Apple Watch. Mas isso está longe de ser a primeira vez que as pessoas imaginaram que a medicina automatizada poderia trazer melhores resultados de saúde. Houve sonhos semelhantes nas décadas de 1960 e 1980, por exemplo.

A Apple não respondeu imediatamente às perguntas do Gizmodo sobre Casper na manhã de quarta-feira. Atualizaremos esta postagem se recebermos uma resposta. Você pode ler a reportagem na íntegra no site do Wall Street Journal.