Rumores corriam há muito tempo que a Apple preparava um serviço de streaming. Ele chegou, e se chama Apple Music. Mas será que ele vai funcionar, ou é apenas como qualquer outro já disponível no mercado?

Aparentemente, o Apple Music não irá oferecer streaming gratuito, como faz o Spotify, mas, a partir de 30 de junho, qualquer pessoa poderá se inscrever de graça por três meses no serviço. E como qualquer outro serviço de streaming disponível no mercado, ele custará apenas US$ 10 ao mês.

Existe também um plano familiar que permite até seis membros em uma única conta por apenas US$ 15 — o que é um plano ótimo, dependendo de como ele for oferecido. No Brasil, a página do Apple Music já está no ar, mas valores em reais ainda não são divulgados.

E pela primeira vez, a Apple fará o app disponível aos dispositivos Android — ele, no entanto, não contará com os três primeiros meses grátis. Abaixo, uma tabela com tudo o que a mensalidade irá lhe oferecer:

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O serviço de música da Apple está há mais de um ano em produção. O Beats Music original foi anunciado em janeiro de 2014, e, apesar de ser bem impressionante, ele fracassou. Quando a Apple comprou a Beats por US$ 3 bilhões, estava claro que a aquisição ia além dos rentáveis fones de ouvido: era também sobre o serviço de streaming (além de Dr. Dre e Jimmy Iovine).

Depois de mais de um ano recalibrando o serviço e negociando contratos com gravadores, ele está finalmente pronto para ser lançado. A companhia que revolucionou a música digita com download de US$ 0,99 está finalmente entrando no mundo do streaming.

O anúncio do serviço foi feito por Jimmy Iovine, e acompanhado por Drake e Trent Reznor, que deu mais informações do serviço por um vídeo. De acordo com Iovine, o Apple Music é composto por três ideais: um “serviço de música revolucionário”, “rádio 24h por dia” e “conectar fãs aos artistas”.

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Pelo menos inicialmente, ele não parece algo muito diferente do que já temos com o iTunes. Mas pouco a pouco, o Apple Music vai se revelando. A interface do “My Music” mostra duas colunas: Biblioteca e Listas de Músicas.

A Biblioteca inclui músicas que você comprou e baixou do iTunes, a sua coleção pessoas de músicas que você copiou de CDs (ou torrents) e as 30 milhões de músicas licenciadas da Apple que você pode ter adicionado. As listas de músicas incluem playlists que você mesmo fez, além de uma coleção de listas com a curadoria de funcionários da Apple. (A curadoria musical era o carro-chefe do Beats Music.)

A seguir, o “Apple Music Radio”. O foco aqui, mais uma vez, é a curadoria. Toque humano! Arte e tecnologia coexistindo. A peça central de tudo isso é a rádio 24 horas “Beats 1”, controlada pelo DJ Zane Lowe (em Los Angeles), Ebro Darden (em Nova York) e Julie Adenuga (em Londres). Você talvez nunca tenha ouvido falar dessas pessoas, mas fique tranquilo – eles são DJs superfamosos e serão o seu guia para um mundo de novas músicas.

Além das estações principais, existirão diversas outras com curadoria de outros DJs também conhecidos. A ênfase aqui é, de novo, curadoria, enquanto o iTunes Radio era apenas composto por algoritmos.

A peça final da apresentação ficou por conta do Apple Music Connect, que é basicamente uma forma de seguir seus artistas pelo Facebook, Twitter e pelo próprio aplicativo.

Ele lhe dá acesso a conteúdo exclusivo postado pelo artista, além de possibilitar a eles uma forma de postar mensagens pessoais aos fãs, que poderão responder e compartilhar. Em outras palavras, a Apple quer trazer as formas de comunicação que já existem para ela. O que lembra bastante a tentativa fracassada da companhia com música e social mídia: o Ping.

O Apple Music é uma melhoria clara de tudo que a Apple já ofereceu, mas resta saber se o que ela tem a oferecer será o bastante para competir com o já estabelecido Spotify. O CEO do Spotify, aliás, comentou o Apple Music com apenas duas palavras: