A Apple anunciou, nesta quinta-feira (13), que construirá um novo campus em Austin, Texas, a apenas um quilômetro de distância de seu atual escritório na cidade. O campus de 53 hectares inicialmente abrigará 5.000 funcionários, mas terá capacidade para 15.000 trabalhadores. A obra deve custar US$ 1 bilhão para os cofres da empresa.

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A Apple também planeja expandir sua presença em cidades como Seattle, San Diego e Culver City – esta última faz parte da área metropolitana de Los Angeles e se concentra na criação de conteúdo para Hollywood.

A empresa afirma que haverá um crescimento em suas instalações em Pittsburgh, Nova York e Boulder nos próximos três anos – parte de uma promessa de expandir sua presença doméstica, já que a empresa tem enfrentado pressão dos EUA por ter uma presença forte de fabricação na China.

“A Apple se orgulha de trazer novos investimentos, empregos e oportunidades para as cidades em todo o território dos Estados Unidos e aprofundar significativamente a nossa parceria, que já dura 25 anos, com a cidade e as pessoas de Austin”, disse o CEO da Apple, Tim Cook, em um comunicado.

“Talento, criatividade e ideias inovadoras do amanhã não se limitam pela região ou código postal, e, com esta nova expansão, estamos redobrando nosso compromisso de cultivar o setor de alta tecnologia e a força de trabalho em todo o país”, completou.

A Apple já emprega 6.200 pessoas em Austin, o que representa maior número de funcionários fora de Cupertino, Califórnia. Esse número exclui contratados terceirizados, como a Foxconn chinesa, local em que a Apple fabrica seus principais produtos, como o iPhone.

O anúncio parece ser uma decisão de negócio inteligente para uma empresa que quer tirar vantagem de generosas isenções fiscais que estão disponíveis agora, após a lei fiscal republicana.

O estado do Texas aparentemente oferecerá à Apple US$ 25 milhões para que a empresa faça sua expansão. Ainda não está claro se a empresa vai construir seu campus na chamada “Zona de Oportunidade”, que prevê isenções fiscais para as empresas que constroem em áreas “economicamente depreciadas”.

Deve-se notar, no entanto, que a definição de “economicamente depreciada” está aberta ao debate. A Amazon, por exemplo, terá benefícios fiscais para construir em uma “Zona de Oportunidade” ao construir uma nova sede em Nova York.

A expansão do campus de Austin também é uma decisão política e de relações públicas inteligente para a empresa, que enfrenta a pressão crescente do presidente Donald Trump, que tem se movimentado para exigir mais empregos para os Estados Unidos.

O anúncio da Apple está repleto de mapas e gráficos que fazem uma espécie de autoelogio ao informar quantos cidadãos americanos ela emprega, e afirma que a empresa “está no caminho certo para criar 20.000 empregos nos EUA até 2023”.

A empresa também está divulgando um investimento para a criação de data centers domésticos. Ela planeja gastar cerca de US$ 10 bilhões nesse investimento, e as máquinas vão se espalhar em todo os EUA nos próximos cinco anos. O Gizmodo entrou em contato com a Apple para comentários e atualizará a matéria quando tivermos retorno.

“A Apple tem sido uma parte vital da comunidade de Austin há 25 anos, e estamos empolgados que eles vão aumentar o investimento em nosso povo e na cidade que amamos”, disse o prefeito de Austin, Steve Adler, no comunicado da Apple.

“Apple e Austin compartilham uma faísca criativa e um compromisso de fazer grandes coisas”, continuou Adler. “Compartilhamos seu compromisso com a diversidade e a inclusão. Estamos animados que eles estão trazendo mais empregos de qualificação média para a área. E estamos particularmente gratos por seu compromisso em fornecer um ótimo lugar para trabalhar para um grande e crescente número de veteranos de guerra”.

[Apple]