Os templos do Sol do Egito foram levantados em homenagem ao deus Ra, considerado o criador do mundo. As construções datam da Quinta Dinastia, entre os séculos 25 e 24 a.C. 

Arqueólogos acreditam que existam seis destes templos no total, mas apenas dois haviam sido revelados até agora. Uma equipe de cientistas italianos e poloneses deve mudar essa história: durante uma escavação na necrópole de Abusir, ao sul do Cairo, eles encontraram o que parece ser o terceiro templo do Sol egípcio. 

O local, erguido a partir de tijolos de barro, conta com 14 pirâmides e túmulos. Cientistas acreditam que o espaço era utilizado para rituais funerários ligados à realeza. 

Os arqueólogos também desenterraram no local vasos de cerâmica, potes de cerveja e recipientes com borda avermelhada. Os objetos foram usados, provavelmente, durante rituais e cerimônias realizadas no templo. 

O Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito explicou em comunicado que “o edifício é acessível através de uma entrada construída em rocha calcária, levando a uma área com piso pavimentado e contendo enormes blocos de quartzo”. 

No momento da descoberta, os arqueólogos estavam interessados, na verdade, no que acreditavam ser apenas o templo dos reis Ni Wasarae Sarra.

Por conta disso, a equipe teorizou que parte da antiga estrutura foi removida pelo rei Ni, que queria usar a seção nordeste do local para construir seu próprio templo mortuário.