Arqueólogos encontram lápide amaldiçoando invasores na Galileia

A lápide parece pertencer a um homem chamado Jacó, que se converteu ao judaísmo antes de sua morte. E a inscrição gravada nela anuncia uma praga sobre quem abrisse o túmulo

Lápide

Imagem: Yevgeny Ostrovsky/Autoridade de Antiguidades de Israel/Reprodução

Parece até cena de filme: pesquisadores estavam escavando a necrópole de Beit She’arim, na Galileia, quando encontraram uma lápide amaldiçoando quem abrisse o túmulo de seu detentor. 

No bloco de pedra, escrito com letras vermelhas, é possível ler a seguinte passagem: “Iokobos [Jacó], o prosélito, jura por si mesmo que quem abrir esta sepultura será amaldiçoado”.

Jacó, no caso, parece ser o nome de um judeu convertido. Arqueólogos da Universidade de Tel Aviv, Israel,  chegaram a essa conclusão devido à presença da palavra “prosélito”, referente a alguém que se converteu. A frase estava escrita em grego idiossincrático.

Há ainda a inscrição “60 anos”. O dado parece ter sido adicionado posteriormente por outra pessoa. Não se sabe ao que ele se refere, mas os pesquisadores sugerem que pode ter relação com a idade de Jacó no momento de sua morte. 

Mais de 300 inscrições em quatro diferentes idiomas já foram encontradas na necrópole de Beit She’arim, considerada Patrimônio Mundial da UNESCO. No entanto, essa é apenas uma de duas lápides a serem identificadas nos últimos 65 anos. Além disso, a pedra é a primeira a se referir a um convertido em suas inscrições

Mesmo assim, a maldição não chegará tão cedo. A lápide foi encontrada apoiada na parede de uma caverna funerária que parece ter servido de túmulo para outras pessoas. O pedregulho amaldiçoado foi provavelmente saqueado, estando agora longe de seu detentor original.

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