Os pterossauros foram os primeiros voadores vertebrados e viveram por mais de 160 milhões de anos. Contudo, alguns aspectos sobre sua anatomia de voo e desempenho de voo permanecem obscuros. Mas agora, um grupo de pesquisadores, com ajuda da fluorescência estimulada por laser, conseguiu entender mais sobre o voo destes animais. As descobertas foram publicadas no Proceedings of the National Academy of Sciences

Esses répteis voadores viveram durante os períodos Cretáceo e Jurássico e tinham cerca de 10 metros de comprimento (mesmo tamanho de um avião) e pesavam até 250 quilos. Pesquisas anteriores mostraram que suas asas eram feitas de membranas e evoluíram a partir de um quarto dedo muito alongado. Suas populações já estavam  em declínio antes do impacto do asteroide que os destruiu completamente (junto com os dinossauros) há aproximadamente 66 milhões de anos. 

Nesta nova pesquisa, os cientistas da Universidade de Hong Kong e do Instituto Dinossauro, do Museu de História Natural de Los Angeles, buscaram aprender mais sobre as propriedades físicas dos pterossauros que lhes permitiam voar. Para isso, eles usaram um laser azul junto com a fotografia de longa exposição para criar imagens fluorescentes do tecido mole (músculo) que os pesquisadores acreditavam estar envolvido na redução do atrito no ar e ajuste fino do voo.

Um pterossauro do Jurássico Superior com tecidos moles do ombro preservados mostrados em rosa. Crédito: Michael Pittman.

Ao analisarem as imagens que criaram, os pesquisadores encontraram evidências de uma carenagem de raiz de asa que servia para suavizar o fluxo de ar nas proximidades da junção das asas com o corpo. 

A carenagem já foi descrita nas aves e nos morcegos – feitos de penas ou pelos – e também na tecnologia dos aviões. Esse detalhe que faz toda diferença tem o objetivo de evitar a turbulência do ar, permitindo que o vento que se move sobre certas partes de uma criatura ou avião seja mais suave, tornando o voo mais eficiente.

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No caso dos pterossauros, os músculos pareciam nivelar a parte frontal óssea da asa ao encontrar o corpo. Os pesquisadores acreditam que tal característica provavelmente deu aos répteis voadores um alto grau de força à asa e controle de voo.