O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi sentenciado a 50 semanas de prisão, pouco mais de um ano, por não se apresentar a um tribunal em Londres em 2012 depois de pagar fiança. Assange compareceu ao julgamento em uma corte do Reino Unido nesta manhã e recebeu quase a sentença máxima, mas pode cumprir apenas metade após outros fatores como “tempo de prisão” sejam levados em consideração.

O advogado de Assange leu uma carta ao tribunal que alegava que o editor do WikiLeaks “se encontrava lutando com circunstâncias aterrorizantes” em 2012 e pediu desculpas àqueles que “consideram que eu os desrespeitei”. Não está claro por que o próprio Assange não leu a carta.

“Eu fiz o que eu achava melhor na época, ou talvez a única coisa que eu poderia ter feito”, dizia a carta, segundo a BBC.

Apoiadores de Assange supostamente gritaram “vergonha” para a juíza enquanto ela deixava a sala do tribunal.

Assange foi acusado de crimes relacionados a agressão sexual na Suécia em 2010, o que levou à sua prisão em Londres em 2012. Na ocasião, ele pagou fiança à justiça do Reino Unido para não ser extraditado para o país escandinavo. As acusações suecas foram retiradas enquanto Assange estava na embaixada do Equador em Londres, mas podem ser apresentadas novamente.

Assange foi fisicamente arrastado para fora da embaixada em 11 de abril depois de reivindicar asilo e morar lá por quase 7 anos. A maior preocupação dele ao fugir para a embaixada era ser extraditado para os Estados Unidos, algo que ainda é bastante provável.

O Departamento de Justiça dos EUA acusou Assange de conspirar para hackear um computador confidencial. Assange supostamente instruiu Chelsea Manning, uma ex-soldado do Exército, a quebrar a senha de um computador do Departamento de Defesa que, segundo os promotores americanos, estava conectado aos documentos confidenciais do governo, a Secret Internet Protocol Network (SIPRNet). A tentativa de quebra de senha falhou, mas Manning ainda vazou documentos para Assange obtidos de outras fontes.

Assange pode pegar até cinco anos de prisão pela acusação atual nos EUA.