Quem nunca ficou fascinado com uma foto do espaço — e, depois a colocou como plano de fundo do computador ou celular? Seja um cometa, a Lua, a Via Láctea ou a própria visão espacial da Terra, as imagens feitas do espaço são de tirar o fôlego. E, ainda que as agências espaciais usem essas paisagens como espécies de mapas para entender o Sistema Solar, algumas pessoas se dedicam às fotografias apenas por sua beleza. 

Este é o caso de Seán Doran, artista que produz narrativas do espaço utilizando imagens, fotos e vídeos das agências como a Nasa, ESA, Jaxa e outras. Como ele mesmo descreve em seu canal no YouTube, seu objetivo é “transformar dados de satélite em artes mais atraentes.”

Há centenas de vídeos disponíveis, que somam mais de 22 milhões de visualizações. Em entrevista ao site Filling Space, Doran contou que seu interesse em astronomia começou ainda criança, ao ver a série “Cosmos”, de Carl Sagan, mais ou menos na mesma época em que assistia a Star Wars (por volta de 1981). 

Desde uma visão da Terra com música clássica ao fundo, até um passeio pelo solo de Marte. Os vídeos em alta resolução, com som ambientado podem transportar você para diferentes cantos do espaço já mapeados pela humanidade.

Doran é ativo em sua conta do Twitter e, por lá, compartilha com seus quase 30 mil seguidores as visões mais detalhadas dos cosmos. Um exemplo é o passeio abaixo, descrito como um “cruzeiro ao luar” — que vai da Europa a África em poucos minutos. 

Ao site Filling Space, o artista disse que a maior parte do feedback que recebe nas redes sociais (e na mídia) é favorável. “Só posso imaginar que as pessoas interessadas no que faço compartilham da mesma curiosidade e admiração do cosmos que eu”, disse. 

Marte pelas lentes doMOLA / Viking | Seán Doran via Twitter

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Os dados coletados pelas agências espaciais (e as artes geradas a partir deles) hoje estão facilmente acessíveis, é verdade. Contudo, o que torna o trabalho de Doran tão especial é sua capacidade de dar ‘vida’ para aquilo que é estático. E é isso que torna tudo tão intenso. Afinal, por mais que a gente viva esquecendo disso, moramos numa grande esfera de rocha suspensa pela ação da gravidade, e que gira a muitas centenas de quilômetros por hora. Fascinante, não?