Um astrofotógrafo viu o que parece ser uma lua em órbita do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, aquele mesmo que foi alvo da missão Rosetta, da Agência Espacial Europeia.

A missão Rosetta foi lançada em 2004 e chegou ao 67P em 2014. Além de produzir muitos dados interessantes e emoções, ela também enviou muitas imagens do cometa de volta à Terra. Essas fotografias continuam produzindo descobertas interessantes.


GIF: ESA/Rosetta/MPS/OSIRIS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA/J. Roger

Cometas são rochas geladas do sistema solar que normalmente têm órbitas oblongas e, quando se aproximam do Sol, aquecem e emitem gás e poeira para criar um tipo de “coma” (nuvem de poeira e gás que circunda o núcleo de um cometa) atmosférico e, às vezes, uma cauda.

O 67P é um desses exemplos, um objeto de dois lobos medindo até 40,2 quilômetros de diâmetro em seu lóbulo mais longo e 25,7 quilômetros de diâmetro em seu lóbulo mais curto. Sua órbita o aproxima dos caminhos da Terra e de Júpiter. A missão Rosetta foi a primeira a pousar um objeto feito por humanos em um cometa (embora o pouso tenha sido bastante conturbado). A missão também identificou o oxigênio molecular do 67P, o tipo que existe na Terra, que pode remontar ao início do sistema solar.

A Rosetta viu o cometa expelir gás e poeira quando se aproximava do Sol, criando o coma, começando na metade de 2015. Esta imagem mostra um pedaço de quase 4 metros do cometa que parece ter sido ejetado durante o evento de liberação de gás em 21 de outubro de 2015.

O astrofotógrafo Jacint Roger encontrou a partícula enquanto explorava os arquivos de imagens da Rosetta para criar um de seus GIFs. Os cientistas revisaram as imagens e identificaram que o objeto parece ter orbitado o cometa até 23 de outubro. O objeto é o maior pedaço encontrado em torno do cometa até agora, de acordo com um comunicado da Agência Espacial Europeia (ESA).

A pesquisadora da ESA Julia Marín-Yaseli de la Parra apelidou objetos como esses de “Churymoons”, de acordo com o comunicado — “Churyumov” do cometa mais “moon”, sacou?

Os pesquisadores da ESA estão interessados ​​no tamanho e na forma desses fragmentos e se eles mudam à medida que o cometa realiza sua órbita. Eles esperam descobrir se as propriedades da poeira são alteradas por processos que acontecem dentro do cometa, ou se a poeira é a mesma desde a formação do cometa, de acordo com um resumo da pesquisa.

Muitas missões espaciais, desde as explorações de Marte até Rosetta, enviaram inúmeras imagens de volta à Terra que são gratuitas para você acessar. Você também pode criar gifs ou ilustrações a partir desses dados visuais. Talvez você até descubra algo interessante.