Há tempos, a humanidade achava que o formato do Sol variava ao longo de seus ciclos solares de 11 anos. Segundo a teoria, forças magnéticas intensas deixavam o Sol tão maleável como aquelas bolinhas anti-stress. Era uma boa teoria, sustentada por décadas em dados.

Só que ela estava totalmente errada.

Na verdade, Jeffrey Kuhn e sua equipe na Universidade do Havaí em Pukalani descobriram que o formato do Sol nem varia. Ele é mais redondo do que imaginávamos, e ao mesmo tempo mais achatado – com um equador amplo e uma distância menor entre os polos. E, acima de tudo, seu formato é bastante consistente. Nossa orbe é resistente.

Mas o choque não é apenas saber que o formato do Sol é estável. É que o formato é estranho: ele é redondo até demais, considerando tudo o que conhecemos sobre ele. Como Kuhn explica à Space.com:

“É um fato peculiar que o Sol seja um pouco redondo demais para concordar com o que sabemos sobre sua rotação, mas também é uma pista importante para resolver um mistério de longa data”, diz Kuhn.

“O fato de que ele é redondo demais significa que há outras forças criando esta forma redonda. Nós provavelmente entendemos mal como funciona a turbulência de gases no Sol, ou como o Sol organiza o magnetismo que só podemos ver na superfície. Encontrar problemas em nossas teorias é sempre emocionante, já que é a única forma de aprendermos mais.”

Quanto mais descobrimos sobre o Sol, mais descobrimos como ele afeta a Terra.

A parte mais divertida disso tudo, no entanto, talvez seja como nós descobrimos o erro. Os pesquisadores usaram dados da sonda Solar Dynamics Observatory, da NASA. A sonda tem uma vantagem: ela está no espaço. E parece que as mensurações na Terra estavam distorcidas por causa da nossa atmosfera.

Bem, resolvemos mais um mistério do espaço. A seguir: descobrir que existe vida em Marte. [Space]

Crédito da imagem: NASA