Quase todo ano é parecido no mundo da tecnologia: a Apple anuncia o iPhone em setembro nos EUA, e o aparelho é disponibilizado após uma ou duas semanas. A exceção foi o iPhone X em 2017, que atrasou e começou a ser vendido no fim de outubro. No entanto, durante uma apresentação de resultados financeiros nesta quinta-feira (30), a companhia deu a entender que isso vai acontecer de novo neste ano.

Luca Maestri, chefe financeiro da Apple, disse que o iPhone 12 (nome que ainda não foi confirmado) chegarão atrasados em algumas semanas comparados com o ano passado. Segundo o Axios, isto significa que parte das receitas do smartphone da marca a ser lançado neste ano deve aparecer nos resultados financeiros da Apple do último trimestre de 2020.

O comum é ter um evento sobre o iPhone no início de setembro, com início da pré-venda na semana seguinte e entrega na outra semana. Com essa mudança, é possível que a entrega só aconteça em outubro.

O Axios nota que, durante divulgação de resultados financeiros, a Qualcomm disse que “seria impactada por um cliente chave que terá um atraso no lançamento global de seu aparelho topo de linha 5G”. A companhia não disse qual cliente é, mas tudo indica que é a Apple, que deve lançar seu primeiro smartphone com a tecnologia.

O atraso dos iPhones neste ano confirma rumores que ouvimos desde junho. Na ocasião, o CEO da Broadcom, Hock Tan, disse que haveria um “grande atraso de ciclo de produto” em uma grande cliente de “telefones celulares da América do Norte”.

Crescimento tímido em vendas de iPhones

Apesar da pandemia, os resultados do último trimestre da Apple não foram nada mal. A empresa apresentou uma receita de US$ 59,7 bilhões e lucro de US$ 11,25 bilhões. Para você ter uma noção, no ano passado a companhia divulgou receita de US$ 53,8 bilhões e lucro de US$ 10,04 bilhões.

A unidade de negócio com menor crescimento foi o iPhone, que apresentou um aumento de 1,66% na receita comparado com o mesmo período do ano passado. Segundo Tim Cook, CEO da Apple, a venda de iPhones, juntamente com a de vestíveis, foi afetada durante estes tempos de pandemia e de lojas fechadas para a marca.

Mesmo assim, a divisão de vestíveis e acessórios apresentou um crescimento de 16,74% comparado com o mesmo período do ano anterior, com uma receita de US$ 6,45 bilhões.

Os destaques deste trimestre, segundo Cook, foram as vendas de computadores Macs e iPads, impulsionados pelo fato de mais gente estar trabalhando ou estudando de casa. Estas divisões apresentaram crescimento de 21,63% e 31,044%, respectivamente, com receitas de US$ 7,08 bilhões e US$ 6,58 bilhões.

Por fim, tem ainda a área de serviços. O seguro Apple Care foi afetado; no entanto, houve compensação com compras feitas na App Store, assinaturas do Apple Music, serviços de nuvem e vídeos na iTunes Store. Ao todo, a área teve um crescimento de 14,85%, faturando US$ 13,16 bilhões no período.