A plataforma dos smartwatches do Google, Wear OS, não recebe tanta atenção – ou atualizações regulares – quanto seus rivais. Mas hoje temos uma surpresa agradável: o Google detalhou algumas novidades que chegarão à plataforma neste trimestre.

Mas não dá pra estourar a champanhe ainda. A maioria dessas novidades são de coisas pequenas, atualizações voltadas para a manutenção. No blog Android Developers, a diretora de produto, Karen Ng, e o gerente de produto, Robert Simpson, escreveram que a empresa está “focada nas coisas fundamentais”.

A próxima atualização irá supostamente melhorar o desempenho, “tornando mais rápido o acesso a suas informações e o início de seus aplicativos”. Também irá supostamente agilizar o processo de emparelhamento, e acrescentar “controles mais intuitivos” para modos de relógio e exercícios. Nada muito chamativo.

O Google também destacou o cronômetro e o lembrete para lavar as mãos regularmente por causa da pandemia, mas isso foi lançado há alguns meses. Talvez visualmente, a mudança mais marcante é uma nova tela de previsão do tempo que é mais fácil de ler rapidamente e dá atualizações de hora em hora.

Tela de previsão do tempo do Wear OSCrédito: Google

No geral, a atualização não parece ser suficiente para tornar o Wear OS tão competitivo com o watchOS 7 da Apple. As novidades deixam até mesmo o Tizen OS, o sistema operacional proprietário da Samsung para seus smartwatches, um pouco na frente.

O cronômetro para lavar as mãos, por exemplo, é bastante básico e não tem a mesma capacidade de ativar automaticamente por de sons, como acontecerá no Apple Watch com watchOS 7.

É provável que essas atualizações sejam alimentadas em parte pela nova plataforma Snapdragon Wear 4100 e 4100+ da Qualcomm, que a empresa anunciou há algumas semanas. Com os novos chips, você deve começar a ver alguns relógios Wear OS com conectividade LTE.

No passado, houve algumas tentativas de conexão de celular no Wear OS (que na época se chamava Android Wear), mas nenhuma foi particularmente bem sucedida. O LG Watch Sport, por exemplo, foi um um relógio meio desajeitado.

Dito isto, melhorias nos tempos de carregamento de aplicativos seriam extremamente bem-vindas no Wear OS. O chip 4100 finalmente vai sair do processo de fabricação de 28nm para 12nm, então os próximos relógios com Wear OS devem ser bastante mais velozes.

E embora a mudança do Android Wear para o Wear OS tenha vindo com uma mudança interessante de interface, ainda não temos uma experiência uniforme. Iniciar exercícios do Google Fit a partir da tela inicial pode ser diferente de relógio para relógio, ao contrário do que acontece com o Apple Watch e os vários smartwatches da Samsung.

Por exemplo, é muito mais fácil começar um treino em um Suunto 7, que promove o uso do aplicativo Suunto sobre o Google Fit, do que em um dos vários relógios da Fossil.

Mas as plataformas Snapdragon Wear 4100 e 4100+ não foram anunciadas há muito tempo. Teremos que esperar e ver como as fabricantes irão aproveitar os novos chipsets, mas é bom saber que o Google não tenha esquecido completamente que o Wear OS existe.

O Google definitivamente sinalizou um interesse renovado em produtos vestíveis, principalmente com sua aquisição de US$ 40 milhões da divisão de tecnologia da Fossil e a aquisição da Fitbit que ainda precisa ser aprovada pelos órgão regulatórios.

Os executivos do Google também gastaram uma nota com serviços de “computação ambiental”, que provavelmente inclui wearables de alguma forma ou forma. Tudo isso parece indicar que o Google tem algo para mostrar no mercado de de vestíveis.