A Toshiba revelou esta semana um bafômetro médico, que pode diagnosticar doenças através do ar exalado pelo paciente. “Mau hálito” acaba de ganhar um significado totalmente novo.

O protótipo de bafômetro armazena o ar exalado por um paciente, e dispara um laser de cascata quântica nesse ar. Cada composto gasoso absorve a energia do laser e emite-a de volta em padrões específicos, o que permite identificá-lo. A energia emitida é, então, analisada – um processo conhecido como espectroscopia.

A Toshiba diz que o dispositivo pode detectar acetona (um indicador de diabetes), acetaldeído (feito quando o corpo metaboliza álcool, e responsável por ressacas) e metano (cujos níveis indicam sua saúde intestinal). Ele também poderá detectar outros gases no futuro, como isótopos de dióxido de carbono, associados à gastrite e úlcera causados pela Helicobacter pylori.

Diagnosticar doenças através da respiração de um paciente não é uma ideia nova. O médico Hipócrates, da Grécia Antiga, sugeriu que certos hálitos indicam doença no fígado; e médicos modernos sabem que a respiração com cheiro de acetona pode indicar um problema grave em pacientes com diabetes.

Os pesquisadores vêm buscando uma maneira de usar a análise da respiração como uma ferramenta confiável de diagnóstico, até mesmo usando cães especialmente treinados para detectar câncer de pulmão na respiração do paciente. Para fazer uma análise médica rigorosa, precisamos de algo mais preciso do que o nariz do seu médico.

A Toshiba começará, no mês que vem, a estudar mais a fundo as habilidades da máquina. A empresa diz que, além de monitorar doenças, o dispositivo poderá ajudar na rotina de exercícios e na recomendação de suplementos nutricionais.

O bafômetro começará a ser produzido em 2015. Ou seja, provavelmente vai demorar um pouco até que esta tecnologia chegue ao consultório do seu médico. [Toshiba via The News]

Foto por Toshiba