O Surface RT foi lançado no dia 26 de outubro, mesma data em que saiu a versão final do Windows 8. Apesar da coincidência e de toda a publicidade que a Microsoft vem fazendo em cima do tablet, segundo Steve Ballmer, CEO da Microsoft, as vendas têm sido “modestas”.

Em entrevista a um jornal francês, Ballmer disse o seguinte:



“Começamos de forma modesta porque o Surface está disponível apenas nos nossos sites de venda online e em algumas lojas da Microsoft nos Estados Unidos.”

O modelo de comercialização do Surface RT, no momento, lembra um pouco o da linha Nexus, do Google. Só dá para comprar o tablet da Microsoft online ou, em lojas físicas, nas da própria Microsoft. O problema? Elas não são muitas, apenas 20 em todo o território norte-americano. É meio estranho Ballmer classificar como “modesta” as vendas do aparelho e atribuir o desempenho a uma decisão de negócio da própria empresa.

ATUALIZAÇÃO: em declaração oficial, a Microsoft diz que “modesta” foi a distribuição do Surface; as vendas, no entanto, foram “fantásticas” segundo o próprio Ballmer.

Quando perguntado sobre o Surface, o uso de Steve do termo “modesto” foi em relação à abordagem da empresa no processo de aumentar a distribuição do Surface com Windows RT, que está disponível apenas através da nossa loja on-line e algumas lojas de varejo da Microsoft nos EUA. Enquanto nossa abordagem tem sido modesta, Steve observa que a recepção ao dispositivo tem sido “fantástica”, e por isso ele também afirmou que “em breve, ele estará disponível em mais países e em mais lojas”.

Na mesma entrevista ele disse que as esperanças de emplacar o tablet estão no Surface Pro, previsto para sair no começo de 2013. Equipado com processador da Intel (x86) e Windows 8, ele concretizará a promessa de um equipamento para todos os fins — vale lembrar que no Windows/Surface RT não dá para instalar apps legados, o que afeta um tanto a utilidade do mesmo para fins profissionais.

Em outros trechos do papo, Ballmer comentou sobre as vendas do Windows 8 (4 milhões em três dias), não revela metas de vendas para o Windows Phone 8 – mas está bem confiante nos produtos que as parceiras HTC e Nokia construíram – e descreveu o método com que a Microsoft lida com a quebra de suas patentes por rivais: “Em geral, em vez de processos judiciais, vamos ver quem nos copia e nós simplesmente dizemos a eles: ‘use nossas patentes, mas pague por elas.’ ”

A entrevista completa está disponível no link a seguir: [Le Parisien via iGeneration]