O banco BTG Pactual anunciou nesta segunda-feira (14) o BTG+, que nada mais é que um banco digital voltado para pessoas físicas. Pelo menos num primeiro momento, ele deve atender a um público específico: investidores do próprio banco.

Durante coletiva de imprensa, Rodrigo Cury, head do BTG+, informou que a ideia é não se concentrar em poucos serviços, mas ter uma grande variedade de soluções. “Queremos ser o primeiro banco de nossos clientes e, para isso, temos de ter uma oferta completa.”

Por “oferta completa”, entenda ter cartão de crédito, conta corrente, previdência, investimentos, seguros, gestão financeira, entre outras soluções.

Num primeiro momento, o BTG+ está aberto aos poucos para os clientes por meio de uma fila de espera no site btgmais.com. Apesar do foco inicial no público investidor do BTG Pactual Digital, a companhia informou que “está se preparando para ter milhões de clientes”.

Nas próximas semanas, serão aceitos novos clientes. A partir de janeiro de 2021, o BTG+ deve ser aberto para um público maior.

O que o BTG+ promete

Como todo banco digital, o processo é feito majoritariamente via aplicativo e não há tarifas para abertura de conta. A companhia oferecerá primeiramente uma conta corrente transacional, então os clientes poderão fazer portabilidade de conta salário, transferir dinheiro e contar com um cartão de crédito de bandeira Mastercard. Com o tempo, virão outros serviços, como financiamento, investimentos e cheque especial, entre outros.

No aplicativo do BTG+ (disponível para Android e iOS), a empresa diz que fornecerá uma solução para se antecipar às necessidades do cliente. Então, eles falam que o sistema contará, por exemplo, com um categorizador de gastos, recursos para gestão financeira e acompanhamento de objetivos.

A companhia também terá um programa de fidelidade chamado Loyalty. Apesar de não terem dado muitos detalhes, eles o descrevem como uma “plataforma aberta” em que o cliente “escolhe seu programa de fidelidade preferido”. Apesar disso, o banco diz que não será um intermediário que cobrará um pedágio para que os pontos do clientes cheguem ao seu sistema de preferência.

Um dos recursos mais curiosos é o que eles chamam de Invest+. Basicamente, é um sistema que reverte parte dos gastos do cartão de crédito em um programa de cashback. Esse dinheiro fica em um fundo de investimento gerido pelo BTG Pactual. A vantagem para o cliente, segundo eles, é que este dinheiro acumulado não expira. Clientes do cartão Black poderão reverter 1% dos gastos para o fundo, enquanto clientes Platinum reverterão 0,75%.

Cartão Black do BTG+Cartão Black do BTG+

O movimento do BTG Pactual chama a atenção pois não faz nem uma semana que noticiamos que o Nubank, um banco digital, anunciou a compra da Easynvest, que é especializada em investimentos. O BTG parece fazer o movimento contrário ao criar sua marca própria de banco digital.

No fundo, isso mostra que o mercado de bancos está começando a ter cada vez mais concorrência, mesmo que a iniciativa do BTG atenda, pelo menos no início, a um público muito específico.