O Bar Brahma, um dos mais tradicionais de São Paulo, vai usar iPads como cardápio. O cliente poderá agora ser enganado por fotos muito bonitas dos pratos, tocar no seu pedido e esperar pela comida jogando Angry Birds HD, ou algo assim. A demonstração do sistema rolou na sexta-feira. E apesar de ser uma boa – e, na real, meio óbvia – ideia, o uso do tablet por aqui tem alguns problemas.

Segundo o Richard Max, que foi à estreia do serviço, havia só 4 iPads para atender todo mundo, e eles ficavam nas mãos dos atendentes, para ninguém fazer alguma "coisa errada". Sem o cliente poder jogar Angry Birds, o sistema perde o sentido, na minha opinião. Mas tratar o cliente como criança que não pode mexer no brinquedo não é o maior dos problemas. Descreve o Richard:

Depois de mais de uma hora esperando o pedido resolvemos indagar o atendente, que informou que nosso pedido não tinha sido efetuado por uma falha no sistema, e tivemos que pedir tudo novamente.

Maravilha, hein? Tudo bem, vamos dar um desconto pelo fato de aquilo ser estreia – mas a falta de confiabilidade de um negócio desses é preocupante. Mas o outro fato é que o Bar Brahma fica num lugar meio perigoso, no Centro da cidade. Será que é seguro ter iPads assim? Não só o tablet é caro, como todo o sistema. Segundo o IDGNow!, o custo é o seguinte: 

Segundo Vicente Gouvêa, diretor de marketing da Esys Colibri, para implementar a solução de atendimento via iPad em um restaurante de pequeno porte é necessário gastar 500 reais com instalação (inclui treinamento e manutenção), mais 230 reais por mês (com suporte e atualizações),  além de impressora fiscal  (cerca de 2.000 reais), um PC (por volta de mil reais),  iPad, e pagar 70 reais por mês pelo uso do software Pad +

Eu não tenho a menor dúvida que num futuro não muito distante todo mundo vai poder escolher a comida tocando em um touchscreen bacana e o pedido irá direto para a cozinha. O pagamento será num negócio desses também. Este é o futuro. Mas se for a esse preço, o futuro vai ficar pro futuro, por enquanto. [IDG e Richard Max Tech