Os Obamas estão prestes a entrar nas suas recomendações da Netflix. O New York Times informou, nesta segunda-feira (21), que a Netflix fechou uma parceria com a Higher Ground Productions, uma empresa criada pelo ex-presidente dos Estados Unidos e a ex-primeira-dama, Barack e Michelle Obama, que deverá produzir conteúdo para o serviço de streaming. Pelo que já ouvimos sobre, o conteúdo que será produzido segue desconhecido, e o casal supostamente negociou também com Amazon e Apple.

• Netflix: chegaremos à marca de mil produções originais até o final do ano
• Parece que a Netflix quer comprar seus próprios cinemas, e, sinceramente, é uma boa ideia

O escopo do acordo parece ser bastante amplo, com programas com e sem roteiros e documentários, todos sendo discutidos e levados em consideração, embora nada tenha sido confirmado. Apesar dessa gama de direções possíveis, o NYT noticiou que os Obamas não estão buscando criar uma marca explicitamente política de conteúdo. Segundo o jornal, “o ex-presidente disse a associados que não pretende usar a nova plataforma para fazer uma campanha pública contra seu sucessor no Salão Oval ou para combater veículos de imprensa conservadores, como a Fox News“.

Barack Obama disse em um comunicado, anunciando a parceria: “Uma das alegrias simples do nosso tempo no serviço público foi conhecer tanta gente fascinante, de todas as classes sociais, e ajudá-las a compartilhar suas experiências com um público mais amplo”. Isso soa um pouco como o talk show da Oprah ou como aquele tour incrivelmente embaraçoso de Zuckerberg pelos Estados Unidos, que não foi nem um pouco uma candidatura presidencial informal achatada.

A aparente falta de mensagem política por trás desse projeto nos faz imaginar se isso será apenas um programa mediano com histórias mundanas, mas potencializado com um orçamento do tamanho dos que vemos na Netflix. Talvez isso não seja tão ruim, e talvez a plataforma de streaming consiga convencer Barack Obama a aparecer em sua série animada de Velozes e Furiosos que vem por aí. Eu quero isso, você também, e a Netflix devia fazer isso acontecer.

[The New York Times]

Imagem do topo: Getty Images