Entre idas e vindas numa conversa bem-humorada, Zaloom revela que ainda faz apresentações de teatro nos EUA, que na verdade é especializado em teatro de bonecos para adultos, que esteve ao lado de Mark Ritts, o Lester, nos seus últimos dias de vida – ele morreu em 2009 – e que, bem, mesmo sendo avô e amando seu novo cargo paternalista, o ator se descobriu gay nos últimos anos.

O programa, criado após uma lei de incentivo a programas infantis nos EUA, que obrigava os canais a ter no mínimo 4 horas de programação infantil, foi comprado pela CBS e exportado para vários países. Após 91 capítulos em 5 anos e um Emmy no bolso, o seriado chegou ao fim. E até hoje é difícil encontrar um programa que explique de forma tão clara e engraçada coisas absurdas como “por que cantamos no chuveiro?” ou “por que sua casa faz barulho à noite?”. Mas Zaloom dá a dica aos futuros aventureiros na área:

Aqui no Brasil, o Mundo de Beakman é um dos programas infantis mais elogiados da TV. O mesmo sucesso se repetiu em mais de 90 países… Qual é o segredo do sucesso?

Acho que é porque o show é engraçado e divertido. Ele é filmado de uma maneira muito interessante, com lentes do tipo grande angular e as câmeras trepidando. As câmeras, na verdade, nunca se mexiam, somente nós, atores. Acho que o programa também é popular com adultos porque eles gostam do humor. Além disso, eles acham que vão entender a ciência, uma vez que é um programa de ciências escrito para crianças. Aliás, a audiência do Mundo de Beakman nos Estados Unidos era 52% composta por adultos. Acho que era porque, como nos desenhos da Warner Bros, do Pernalonga, existe um nível de piadas para adultos e um para crianças.

No resumo: tratem todos – crianças, adolescentes, adultos – como um só público. Não deve ser muito fácil, mas funcionou com O Mundo de Beakman, que voltou a ser exibido na TV Cultura, às 19h15. Parece que hoje é um bom dia para rever Zaloom e seus amigos num dos programas mais formadores de caráter dos anos 90. Confira a entrevista completa clicando ao lado – são seis páginas que merecem ser lidas. [Info]