Em 2013, a FAA – órgão que cuida da aviação nos EUA – permitiu às companhias aéreas que liberassem o uso de equipamentos eletrônicos durante todo o voo. Agora chegou a vez do Brasil.

Segundo o Estadão, a partir desta terça-feira (7), os comissários da Gol não pedirão mais que os passageiros desliguem celulares, tablets e laptops no momento da decolagem e do pouso. A companhia aérea é a primeira a obter essa autorização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Na decolagem, os gadgets terão que ficar em modo avião. E assim que a aeronave tocar o solo durante o pouso, você estará liberado a ativar dados e Wi-Fi, e até mesmo a fazer ligações.

Claro, isso já acontecia na prática, mas os comissários deixarão de pedir que você mantenha os eletrônicos desligados até a “parada total do avião”.

É recomendável que você deixe seu dispositivo no modo avião durante o voo, pois ele tentará encontrar sinal a 30.000 pés de altura, gastando a bateria. A exceção, claro, é se você estiver usando o Wi-Fi do avião.

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Ainda há algumas regras de segurança envolvendo gadgets. Durante o pouso, decolagem ou turbulência, eles deverão ser guardados no bolso ou nos bolsões à frente da poltrona, e dispositivos maiores que um tablet – como laptops – deverão ficar nos compartimentos superiores. Tudo isso serve para evitar que os passageiros se machuquem.

A Anac começou já em 2013 a mudar de ideia sobre gadgets nos aviões. Ela disse que liberaria equipamentos eletrônicos durante a decolagem e o pouso, seguindo os passos da FAA, mas apenas se a empresa aérea provasse que seus aviões são seguros o bastante para não haver interferência.

Em outubro de 2014, a Anac permitiu que as companhias aéreas fizessem a solicitação para liberar eletrônicos em todas as fases do voo. O pedido da Gol foi aceito; e o da TAM está em análise.

A agência concluiu que celulares, laptops e tablets, quando usados no modo avião, deixam de causar interferência e não afetam a segurança do voo.

Nos EUA, a proibição de eletrônicos começou em 1991. No ano seguinte, a FAA e a FCC (espécie de Anatel americana) realizaram testes para saber se ondas eletromagnéticas emitidas pelo celular interferiam nos instrumentos do avião. O resultado foi negativo – elas não causam interferência. Mesmo assim, as duas agências mantiveram a proibição durante 20 anos. [Estadão]

Foto por Brian Herzog/Flickr