Em 2011, o governo decretou que as lâmpadas incandescentes seriam gradualmente banidas do Brasil, com o objetivo de reduzir o consumo de eletricidade. Primeiro foram proibidos os modelos com mais potência; agora, é a vez das lâmpadas de 60 watts.

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Desde o dia 1º de julho, a venda de lâmpadas incandescentes de 60W foi oficialmente interrompida. Além disso, foi proibida a fabricação e importação dos modelos de 25 e 40 watts; elas serão banidas por completo em 2016.

Desde o ano passado, lâmpadas incandescentes de 75W e 100W foram proibidas. Modelos de 150W, 200W, 300W e 500W deixaram de ser vendidos em 2013.

Fabricantes, importadores e comerciantes que descumprirem a regra terão que pagar multa entre R$ 100 a R$ 1,5 milhão.

Alternativas

Tudo isso já surte efeito: “em 2010, 70% dos lares brasileiros eram iluminados por lâmpadas incandescentes… agora, somente 30% das residências usam as incandescentes”, diz o engenheiro Marcos Borges à Agência Brasil.

Agora, o jeito é comprar um modelo fluorescente ou de LED, mais caros. Como nota a Folha, uma incandescente de 60W custava R$ 1,50, enquanto uma fluorescente de 15W (com brilho semelhante) custa R$ 10 e uma equivalente em LED (8W) sai por R$ 20.

A esperança é que os preços caiam: o Inmetro diz que lâmpadas fluorescentes e de LED serão produzidas em maior escala daqui para a frente, tornando-as mais acessíveis.

Lampada fluorescente

Economia

As lâmpadas incandescentes são conhecidas pela baixa eficiência: só 5% da energia consumida se transforma em luz. Por isso, elas gastam muito mais energia. O professor de engenharia elétrica Luciano Duque explica à Agência Brasil:

Uma lâmpada incandescente de 60W, ligada 5h por dia, por 30 dias, consome em média 9 kWh. Uma fluorescente de 20W, que gera a mesma intensidade de luz, ligada pelo mesmo tempo, consome 3,6 kWh. Uma lâmpada de LED de 8W, também ligada por 5h por 30 dias, consome 1,2 kWh.

Por isso, proibir as incandescentes reduz o consumo de energia no Brasil; o engenheiro Marcos Borges estima que a economia nacional é de até 4% – o que é bastante.

Será bem difícil encontrar lâmpadas incandescentes no mercado. Restam apenas os modelos de 25W e 40W, que poderão ser vendidos até junho de 2016.

O Brasil não está sozinho nesta: lâmpadas incandescentes foram proibidas na União Europeia em 2012; o Canadá deixou de importá-las e fabricá-las este ano; e a China vai banir todas até 2016.

[Agência Brasil e Folha]

Fotos por IvanClow e Anton Fomkin/Flickr