Estados membros da União Europeia estão ponderando se devem incluir viajantes do Brasil, Rússia e Estados Unidos na lista de restrições de chegada após a reabertura de fronteiras que começa no mês que vem.

Citando minutas de listas que estão sendo consideradas, bem como múltiplas autoridades envolvidas nas discussões, o New York Times informou na terça-feira (23) que na semana que vem a União Europeia fará um anúncio sobre conselhos de restrições aos viajantes relacionados com a pandemia de coronavírus. Brasil, Rússia e Estados Unidos podem figurar como indesejáveis em países que esperam reabrir suas economias.

A União Europeia proibiu viagens não essenciais de países fora do bloco em março. A recomendação de não permitir que viajantes desses países entrem nas fronteiras dos estados membros sinaliza a preocupação em relação ao número de casos e mortes crescentes nos três países.

De acordo com o NYT, a União Europeia não poderá forçar os estados membros a cumprir a lista final. Mas isso pode ter implicações no fechamento de fronteiras dentro da própria UE, o que significa que muitos membros terão motivos de sobra para aderir às recomendações.

Por uma perspectiva de saúde global, tal movimento certamente seria sem precedentes, mas não surpreendente. As medidas tomadas especialmente no Brasil e nos Estados Unidos não foram o suficiente para conter os surtos de COVID-19 e há pressa dos líderes dos dois países para reabrir a economia, mesmo contra a recomendação dos epidemiologistas e especialistas.

Atualmente, o Brasil tem mais de 1,1 milhão de casos e 52 mil mortes por COVID-19, de acordo com o mapa da Universidade John Hopkins. O País está atrás somente dos EUA, com mais de 2,3 milhões de casos e 120 mil mortes. A Rússia, por sua vez, é a terceira colocada em número de casos, com mais de 600 mil confirmados – são 8,5 mil mortes registradas.