Após fazer barulho com a aquisição do Twitter, Elon Musk se envolveu em mais um bafafá no último domingo (8). Musk alega ter sido ameaçado pelo chefe espacial russo, Dmitry Rogozin.

Em sua conta oficial do Twitter, o bilionário publicou um texto em russo, dizendo que Rogozin havia enviado o trecho à mídia russa como tom de ameaça.

Na nota, o chefe da estação espacial russa teria afirmado que Musk forneceu equipamentos de acesso à rede Starlink, empresa de satélites do qual é dono, a “forças fascistas” da Ucrânia. Isso, segundo o texto, aconteceu sob ordem do Pentágono, e fará o bilionário ser “responsabilizado como um adulto, não importa o quanto se faça de bobo”.

Musk não só rebateu a nota, como usou seu humor ácido para dizer que “se eu morrer em circunstâncias misteriosas, foi bom conhecer vocês [do Twitter]”.

Além da “brincadeira”, o dono da Space X e Tesla, ainda rebateu outro ponto da nota, dizendo que a palavra “nazista não significa o que ele parece pensar que significa”.

Treta antiga

Vale ressaltar que o conflito entre as duas partes não começou agora. O chefe da estação espacial e o bilionário já haviam trocado farpas em 2014. Entretanto, os desentendimentos entre o dono do Twitter e a agência espacial russa se intensificaram desde o início da invasão da Rússia contra a Ucrânia.

Isso porque a Starlink, um serviço que conta com 2000 satélites, tem um papel essencial para garantir as comunicações militares e internet aos ucranianos durante a invasão.