A gigante britânica de comunicações British Telecom entrou com um processo contra o Google alegando que praticamente todos os seus produtos quebram ao menos uma entre seis das suas patentes. Mas isso é algo com o que deveríamos nos importar?

Eu sei o que você está pensando: “eu não estou nem aí para uma empresa da Inglaterra processando o Google”. Mas há dois motivos para achar isso interessante.

Primeiro: a BT é importante. É uma das maiores telecoms do mundo, com operações em mais de 170 países. Embora esteja agora em declínio, ela tem uma longa história em serviços de telefonia móvel, e durante os anos 80 e 90 o seu departamento de P&D cuspiu um número incrível de patentes. O portifólio da empresa tem mais de 10.000 delas.

Segundo: as seis patentes citadas no processo são amplas, genéricas — e realmente parecem alegações legítimas. A patente #6.397.040, por exemplo, descreve sistemas que usam a sua localização para gerar uma lista de opções ou fontes para disponibilizar ao usuário, algo que os aplicativos do Google, tanto móveis quanto no computador, fazem o tempo tempo todo. De fato, a BT está focando no que ela chama de quebras “contínuas e pervasivas” de patentes nos principais produtos e serviços do Google.

Algumas das quebras alegadas parecem se aplicar também à Apple. Em particular a “Patente Busuioc”, que descreve como um aparelho pode detectar se está conectado a uma rede celular ou Wi-Fi e baixar dados da melhor fonte dependendo da situação. Não está claro se a BT está processando a Apple também.

O que está claro é que a BT tem ao menos alguma base legal, o que não pode ser dito a respeito de muitas outras ações que vemos rolando por aí. Se a BT tiver sucesso, eles podem faturar bilhões de dólares em royalties. Vamos aguardar. [The GuardianThe Verge; Imagem: psd]