No futebol, conhecemos bem o bug do centenário. Em termos computacionais, sabíamos o que era o “Bug do milênio”, que na verdade era do “centenário” também, uma histeria coletiva que se passou na virada de 1999 para 2000. Como as datas dos arquivos antigos só tinha dois dígitos para o ano (para economizar espaço), havia o temor que as máquinas iriam pirar de uma hora para outra, sem saber o que fazer quando 99 virasse 00. Tudo ia perder a validade? Contas atrasadas teriam juros altos? Passamos incólumes pelo bug do milênio, mas agora quem está com medo são chineses e norte-coreanos, próximos de chegar ao ano 100.

Antes que você os chame de atrasados, entenda: quando aconteceu a revolução chinesa de 1912, algumas províncias (notadamente Taiwan) adotaram o chamado calendário “Minguo”, que considera 1912 como Ano 1. Logo, se você for bom de conta, verá que 2011 será o ano 100. Praticamente só os computadores públicos usam o sistema. E, fora uma companhia elétrica que mandou 100 anos de conta pra um consumidor, nada parece ser muito grave.

O problema maior é a Coreia do Norte, que também, coincidentemente, adota 1912 como ano 1 (quando nasceu o glorioso líder Kim-Il Sung). Como ninguém faz a menor ideia do que se passa naquele regime, não se sabe qual será o impacto da virada nos computadores. Só esperamos que nenhum daqueles mísseis esteja com timer de data.  [via Wired][Wired]