Cientistas criaram um buraco negro pequeno o suficiente para caber numa mesinha de centro, e ele absorve luz. Mesmo assim ainda estamos aqui. O mundo não acabou. Nota-se o sensacionalismo das minhas aulas de ciência da quinta série.

O buraco negro é composto por "60 camadas de placas de circuito concentricamente dispostas", onde cada camada (criada a partir dos chamados meta-materiais) é revestida de cobre e "marcada com intrincadas estruturas cujas características mudam progressivamente de uma para as seguintes, para que a permissividade varie suavemente". Já que não consigo nem começar a entender tal ladainha, deixarei que um expert explique:

"Quando a onda eletromagnética incidente atinge o equipamento, ela ficará presa e será guiada através das camadas até o núcleo do buraco negro, e então será absorvida por esse núcleo", diz Cui [um dos inventores]. "A onda não sai do buraco negro". O núcleo transforma a luz absorvida em calor.

Se já não fosse animal o suficiente o fato de alguém ter construído um buraco negro pequeno desse jeito, a invenção tem aplicações legítimas no mundo real. Notavelmente em painéis de energia solar. Pense: você não precisaria de placas solares gigantescas se tivesse um equipamento que atraísse toda a luz para si. Esse tipo de coisa é tão legal que eu fico até com vontade de passar da décima segunda página de Breve História do Tempo. [New Scientist via Wired]