Em apenas um mês, os casos de Covid-19 no Brasil aumentaram 163%. A média móvel chegou à casa dos 37 mil nesta segunda-feira (20). Nesse cenário, cidades como São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte já voltaram a recomendar o uso de máscaras em locais fechados. 

Alguns cientistas falam, inclusive, que o equipamento de proteção individual nunca deveria ter deixado de ser obrigatório. Isso porque as máscaras, principalmente as cirúrgicas, do tipo N95, já se mostraram capazes de evitar a passagem de vírus respiratórios — o que ajuda a frear a disseminação do Sars-CoV-2. 

O Instituto Butantan listou seis razões para que a sociedade volte a usar máscaras.

1- O aumento de casos, claro, foi o primeiro motivo citado. A tendência de alta, sugerindo a chegada de uma quarta onda, está sendo observada desde maio. 

2- Junta-se a isso o tempo frio e as aglomerações em locais fechados. Em estações como outono e inverno, é comum que as pessoas permaneçam com as janelas fechadas, impedindo a circulação do ar. O ideal é que a população utilize máscaras nestes períodos do ano a qualquer sinal de infecção respiratória, assim como é feito em países asiáticos. 

3- Vale citar ainda a liberação de festas e eventos. O mês de junho, por exemplo, foi marcado pelas famosas festas juninas. As pessoas voltaram a se aglomerar, o que é um convite para a disseminação do vírus. O uso de máscara para barrar a Covid continua sendo indicado em celebrações abertas com um grande número de pessoas.

4- A Covid-19 também continua sendo um risco para aqueles que não receberam o imunizante, como as crianças. Os menores de cinco anos de idade estão nas escolas sem terem sido vacinados, tornando-se alvos do vírus. Por mais que a doença dificilmente cause quadros graves nas crianças, elas acabam levando o patógeno para casa, correndo risco de infectar avós ou outras pessoas suscetíveis. 

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5 – A doença ainda é grave para alguns grupos, como imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas. A máscara ajuda a impedir que pessoas vulneráveis sofram com a Covid. 

6 – Por fim, o Instituto Butantan cita um dos principais problemas: a baixa cobertura de reforço vacinal. Segundo o Ministério da Saúde, até meados de maio, nem 50% da população adulta brasileira havia recebido a dose de reforço. Para jovens entre 18 e 28 anos, a porcentagem é inferior a 30%.