Pesquisadores da Universidade de Helsinque, na Finlândia, mostraram que os cães também podem ser bons objetos de estudo para os transtornos psicológicos em humanos. Estes animais apresentam desordens mentais similares as nossas, muitas vezes influenciadas pelos mesmos conjuntos de genes. 

Psicólogos costumam dividir a personalidade humana em cinco caixinhas: extroversão, neuroticismo, abertura, amabilidade e consciência. Todas essas categorias podem ser influenciadas pela genética e podem afetar a saúde mental de uma pessoa. O grupo do neuroticismo, por exemplo, é mais provável de sofrer depressão ou ansiedade do que aqueles da consciência. 

E agora vamos aos cães. Os peludos poderiam ser agrupados em sete personalidades: insegurança, energia, foco no treinamento, agressividade/dominância, sociabilidade humana, sociabilidade canina e perseverança. Muitas delas cruzam com aquilo que é visto em nós mesmos.

Pensando nisso, os pesquisadores resolveram criar um questionário para donos de pets. As perguntas iam desde a saúde do animal até seu histórico de agressão. Ao final, receberam respostas de 11.360 cães finlandeses de 52 raças diferentes. 

Cada um desses animais foi colocado em uma das sete caixinhas. Então, os cientistas notaram que, assim como em humanos, a personalidade estava atrelada ao comportamento. Ou seja, cães ditos inseguros eram mais propensos a ter aversão a estranhos, enquanto aqueles com baixo foco de treinamento tendiam a abandonar tarefas rapidamente — lembrando pessoas com déficit de atenção.

O estudo completo foi publicado na revista científica Translational Psychiatry.